Kovac esconde o jogo e minimiza 'fator Neymar'

Mesmo com vários problemas e jogadores lesionados, treinador croata busca resultado histórico em partida de abertura da Copa

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

São Paulo. Se depender do técnico Niko Kovac, o mistério quanto ao time titular da Croácia permanecerá. Nesta quinta-feira, a equipe terá a honra de abrir a Copa do Mundo contra o anfitrião Brasil. O receio do comandante é grande. A seleção de Neymar e cia. inspira preocupações, e é por esta mesma razão que Kovac quer deixar Felipão com uma 'pulga atrás da orelha' até o último minuto.

"Eu não vou informar isto (escalação) hoje. Eu não sei qual é a escalação do Brasil, e não seria justo que eles saibam a minha escalação. Se eu falar como meu time vai jogar, amanhã todas as informações estarão no jornal e eu não quero que isto aconteça", afirmou.

Durante treino de reconhecimento do gramado do Itaquerão, realizado nesta quarta-feira, o comandante abriu a atividade apenas nos primeiros quinze minutos. Entre as dúvidas para definir sua equipe titular estaria a escalação ou não do atacante brasileiro Eduardo Silva na vaga de Mandzukic, craque do time e que está suspenso da partida de abertura por causa de expulsão na repescagem das Eliminatórias.

Além da ausência considerável, o treinador vem sofrendo com os problemas de lesão em sua equipe. Cinco jogadores foram cortados, o último deles Mocinic. Apesar disto, as dificuldades parecem não abalar a esperança de Kovac. Sem demonstrar nenhum receio de enfrentar Neymar, o treinador ainda mandou um recado para Felipão.

"Eu não estou perdendo o meu sono. Tive seis meses para estudar a equipe do Brasil. Neymar está, sem dúvida, entre os três melhores do mundo, mas o Brasil não é apenas o Neymar. A Croácia possui jogadores de classe mundial e, com certeza, o Brasil também está pensando em nós. Talvez Scolari (Felipão) esteja perdendo seu sono pensando em nós", concluiu o treinador.

Brasil e Croácia se enfrentam nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília), no Itaquerão. A partida marca o retorno da Copa do Mundo no país após 64 anos.