Imprensa internacional se assusta com ‘clima comum’ em São Paulo

Manhã de quarta-feira foi bastante pacata na capital paulista; internamente, Itaquerão respira ares de Mundial com repórteres de todos os cantos do globo

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

São Paulo. Agora falta um dia para a bola rolar. Apesar do clima discreto nas ruas de São Paulo, onde poucas bandeiras brasileiras colorem a ‘selva de concreto’, o Itaquerão já respira ares de Copa do Mundo. Com o metrô em pleno funcionamento, a chegada até o local que abrirá a Copa do Mundo foi bastante tranquila. Aproximadamente 40 minutos foram gastos da Avenida Paulista até o bairro de Itaquera.

Enquanto operários davam os últimos retoques nos acessos ao estádio, um batalhão de jornalistas de todos os cantos do mundo aguardava a entrada no espaçoso centro de mídia. No local, algumas alterações pontuais na estrutura, como a plotagem das paredes do banheiro, além da boa vontade dos voluntários que se esforçavam para orientar, nas mais variadas línguas, os profissionais de imprensa.

Jornalistas como o israelense Oren Josipovich, que chegou ao país na última segunda-feira. Curioso, ele logo se surpreendeu com a pouca empolgação da população com o certame e também com o clima político do Brasil. “Passei em algumas ruas próximas ao Itaquerão e muita gente disse para mim que não estavam se importando muito com o evento que vai ter aqui amanhã. Vi pouca movimentação e muita gente dizendo que se o Brasil for campeão, a presidente vai continuar no poder. Achei engraçado, porque em Israel o esporte, em nenhuma hipótese, tem este poder de interferir na politica”, afirmou.

Entre outras dificuldades, ele ainda relatou problemas com o trânsito de São Paulo. “Foi um pouco complicado chegar aqui. Em Tel-Aviv nós temos um trânsito difícil, mas aqui supera todas as coisas que eu já vi na vida. Vocês (brasileiros) gostam muito de carros”, brincou.

E sobre a seleção brasileira, Oren está ansioso para ver o futebol de Neymar. “Esta é a grande chance de Neymar ser o líder e mostrar ao mundo seu futebol. Ir para o Barcelona foi um grande erro. Lá ele será sempre o número dois. No Brasil, ele é o que destoa dos demais, é o talento que todos querem ver jogar”, declarou.