Robben não vê Holanda como favorita no grupo, nem ao título da Copa

Craque holandês elogia qualidades de Espanha, Chile e Austrália na chave B, e aponta mais três outras seleções como candidatas ao troféu

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Vice-campeão com a Holanda em 2010, Robben prega cautelo neste Mundial
UEFA/DIVULGAÇÃO
Vice-campeão com a Holanda em 2010, Robben prega cautelo neste Mundial

As memórias da vitória sobre o Brasil nas quartas de final da Copa de 2010 e a derrota da Laranja para a Espanha na grande final já são passado para Robben. O atacante traz boas lembranças da última passagem holandesa pelo Mundial, mesmo com a derrota amarga para os espanhois, já nos acréscimos.

“Tenho lembranças especiais sobre cada Copa do Mundo que já assisti ou disputei, mas a da África do Sul foi com certeza um grande torneio para mim. É claro que foi uma grande decepção termos perdido na final, mas ainda sinto muito orgulho de tudo o que alcançamos juntos naquela competição”, contou o craque, em entrevista à Fifa.

Um dos mais experientes no elenco, Robben carrega o peso de toda a maturidade conquistada ao longo da carreira, mas cresceu mais ainda nos últimos quatro anos. Se tornou referência com o Bayern de Munique e marcou o gol que deu o título da Champions aos alemães. Apesar disso, ele crê que esses fatores pouco importam quando a bola começar a rolar.

“Temos uma seleção jovem, mas talentosa. A experiência é importante, especialmente pelo lado psicológico. Mas no campo é preciso jogar da maneira correta, fazer o que deve ser feito, e para isso não importa se você tem 22 ou 32 anos. Você precisa fazer apenas o que é pedido”, declara ele.

Prestes a reenfrentar a Fúria – as duas equipes estão juntas no mesmo grupo, e quem avançar enfrentará os classificados do grupo do Brasil – Robben não vê a Holanda como a grande favorita. Muito pelo contrário, aponta qualidade de todos os outros adversários (Austrália e Chile completam a chave).

“Dito isso, na minha opinião, os favoritos são Brasil, Argentina, Espanha e Alemanha. Será difícil para nós, porque temos um grupo muito difícil pela frente. A Espanha é a atual campeã mundial e europeia. Dois times espanhóis jogaram a final da Liga dos Campeões deste ano, isso já diz tudo. O Chile também tem uma seleção forte, com jogadores muito bons, que gostam de jogar ofensivamente. E a Austrália é uma seleção fisicamente forte. Disputamos alguns jogos contra ela, e não foram fáceis."