Ele é chileno, mas poderia ser sueco ou finlandês

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Miiko Albornoz foi um dos últimos jogadores a “conquistarem” o técnico do Chile, Jorge Sampaoli. Os companheiros de elenco têm se esforçado para fazer com que o atleta se sinta em casa na seleção chilena. O jovem de 23 anos nasceu na Suécia e é filho de um chileno e de uma finlandesa
BRUNO MAGALHÃES
Miiko Albornoz foi um dos últimos jogadores a “conquistarem” o técnico do Chile, Jorge Sampaoli. Os companheiros de elenco têm se esforçado para fazer com que o atleta se sinta em casa na seleção chilena. O jovem de 23 anos nasceu na Suécia e é filho de um chileno e de uma finlandesa

As gélidas terras da Escandinávia deram à luz um dos personagens mais emblemáticos desta Copa do Mundo. Curiosamente, o defensor Miiko Albornoz não está entre os candidatos a craque do torneio, nem tem um nome de destaque entre os jogadores que marcarão presença na competição. Mas ele já chama a atenção sob outro aspecto.

 

A Suécia é o país de origem do zagueiro e lateral. Mas, dentro de suas veias, circula sangue de outras duas nações. Filho de um chileno e de uma finlandesa, o atleta de 23 anos era visado por três seleções.

Ele chegou a ser convocado para defender a terra natal em janeiro deste ano. No entanto, optou por defender o Chile, que, diferentemente de Suécia e Finlândia, está na disputa da Copa do Mundo. Seja por oportunismo ou não, o certo é que o defensor encheu os olhos do técnico da “La Roja”, Jorge Sampaoli.

O treinador da seleção chilena precisou de apenas dois amistosos para incluir Miiko na lista de 23 convocados para o Mundial no Brasil.

A grande surpresa de Sampaoli no torneio ainda sonha com um lugar na equipe titular. No entanto, o fato de estar fazendo parte da seleção já vale como um título, mesmo que as dificuldades para compreender algumas palavras da língua espanhola ainda representem um empecilho na comunicação.

Só que os companheiros de equipe surgem para ajudar o defensor nessa missão e, com isso, a se sentir cada vez mais em casa. “O Miiko é um cara fantástico. Se está aqui é porque merece. E nós procuramos deixá-lo à vontade”, afirmou o atacante Mauricio Pinilla.

O “sueco do Chile”, por sua vez, agradeceu todo o apoio recebido desde que passou a integrar a “La Roja” e espera fazer tudo que estiver a seu alcance para retribuir o carinho de sua nova família. “É uma equipe muito boa, que tem me deixado muito à vontade. São grandes pessoas aqui dentro”, disse Miiko.

Poliglota. O defensor mostrou ontem, em sua entrevista coletiva na Toca II, facilidade para conversar em vários idiomas. Devido à gama de jornalistas de diversas partes do mundo, ele respondeu às perguntas em espanhol, inglês e sueco. Apesar de ainda não ser fluente na língua latina, se saiu muito bem.

Incógnita. Segundo os jornalistas chilenos, é bem provável que o volante Vidal, um dos principais jogadores do time de Sampaoli, fique fora da partida de estreia da equipe, contra a Austrália, na sexta-feira, em Cuiabá. Ele também deve ser vetado para o jogo ante a Espanha (dia 18). A esperança é que o meio-campista esteja à disposição diante da Holanda (dia 23). Mochila e disposição para seguir a ‘La Roja’

Camisa da seleção chilena no corpo, mochilão nas costas e muita confiança em ver o time de Jorge Sampoli surpreender com um futebol-arte e eficiente nos gramados brasileiros. Esse é Jose Pedro, 36, cidadão de Santiago, que não mediu esforços para vir ao Brasil acompanhar todos os passos da “La Roja”. “Fui de avião de Santiago para o Rio de Janeiro. De lá, peguei um ônibus para Belo Horizonte e cheguei hoje (ontem). Depois, sairei daqui para Cuiabá (sede da partida de sexta-feira, entre Chile e Austrália, pela primeira rodada do grupo B do Mundial). Quero ver todos os jogos do Chile na Copa”, afirmou Jose.   Na bagagem, há itens essenciais para sua estadia em solo tupiniquim. “Trouxe camisas, bermudas e shorts. Tudo o que fosse necessário para me hospedar nas cidades que visitarei para ver o Chile. Estou de férias”, disse. Ele preferiu não falar quanto gastou para ver de perto o time que irá representar seu país, dando ênfase à alegria em visitar o Brasil e à emoção de assistir a um Mundial in loco. “Creio que o (atacante) Sánchez pode desequilibrar, já que o Vidal não está 100%. E, se o Vidal não jogar, espero que entre o Aránguiz (meio-campista do Internacional)”, opinou Jose Pedro. 

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