‘A agenda deles é o retrocesso’

Nas convenções do PMDB e do PDT, Dilma diz que oposição quer “surrupiar” programas sociais

iG Minas Gerais |

União. Dilma apresentou sintonia com Temer e seu grupo no PMDB, mas ainda sofre resistências
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
União. Dilma apresentou sintonia com Temer e seu grupo no PMDB, mas ainda sofre resistências

Brasília. Após ter a confirmação da aliança do PMDB à sua candidatura de reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) participou da convenção da sigla e fez um discurso cheio de afagos aos peemedebistas. Agradeceu o apoio do partido, a lealdade do vice, Michel Temer, e afirmou que juntos irão vencer as eleições novamente. A presidente também não poupou os adversários, dizendo que a agenda deles é para “surrupiar os programas sociais” e “excluir os mais pobres”.

A convenção do PMDB decidiu, por 398 votos a favor e 275 contra, a reedição da aliança nacional com o PT. O resultado mostra que 59% dos convencionais da legenda apoiam a manutenção da chapa. Em 2010, esse percentual foi de 84%. A adesão da sigla significa dois minutos e 20 segundos no tempo de propaganda da petista. A presidente também garantiu cerca de um minuto com o apoio do PDT.

Em agradecimento à reedição do acordo de 2010, Dilma rasgou elogios ao seu vice e companheiro de chapa, Michel Temer. “Eu queria agradecer porque tem uma coisa que não tem preço: a lealdade, companheirismo. É isso que eu agradeço ao Temer”, afirmou.

No discurso, Dilma rechaçou a tese de que o PT e o governo estão ligados ao atraso. “Nós somos o avanço: o atraso são eles”. E continuou atacando: “Sempre tentando excluir os mais pobres, essa é a agenda deles. É a agenda do retrocesso. É essa agenda que querem apresentar ao Brasil”, criticou.

Mais cedo, durante a convenção do PDT que oficializou apoio à sua candidatura à reeleição, Dilma também classificou como um “oportunismo deslavado” a defesa de integrantes da oposição na ampliação de alguns programas sociais implementados pela gestão petista.

Copa. A dois dias do início da Copa do Mundo, Dilma usou a rede nacional de rádio e televisão para atacar a oposição, exaltar obras do seu governo na área de infraestrutura e prometer punição em caso de irregularidades constatadas por órgãos de fiscalização.

Ela prometeu “coibir excessos e radicalismos” e disse ser um “falso dilema” as críticas de que o governo federal deveria investir mais em educação e saúde em vez de direcionar recursos para o evento esportivo

Em resposta às críticas sobre as despesas com a realização do Mundial, Dilma pediu que os brasileiros tenham uma noção “correta” de tudo que aconteceu, sem “derrotismo ou distorções”. “A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país. É fator de desenvolvimento econômico e social. Uma Copa dura apenas um mês, mas os benefícios ficam para toda vida”, declarou.

Lula

Brincadeira. O ex-presidente Lula minimizou ontem cobrança que fez nos rumos da política econômica do país. Lula afirmou que não tem divergências com o governo e que foi mal interpretado.

Televisão

Principal. O ex-presidente Lula ocupa o dobro do tempo da presidente Dilma Rousseff nas novas propagandas do PT.

No papel. Lula pede nos comerciais que os eleitores comparem o Brasil de antes e depois dos 12 anos da gestão petista. Receio. Os três comerciais que começaram a ser divulgados ontem deixam para trás a “estratégia do medo”, adotada pelo marqueteiro João Santana em programas anteriores.

Coadjuvante. Com um discurso em “off”, Lula estrela o maior comercial, com duração de um minuto. Já Dilma aparece de relance e fica com outra peça, de 30 segundos. Os outros 30 segundos da inserção serão ocupados por um comercial sem “estrelas”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave