Vídeo de Pimentel e Newton é disparado pelo WhatsApp

Mensagens anônimas chegam aos usuários pelo telefone, vindas de números de fora do país

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |


Vídeo de Pimentel e Newtão é enviado de números até do Egito
Reproducao: Whatsapp
Vídeo de Pimentel e Newtão é enviado de números até do Egito

Proibido pela Justiça Eleitoral de ser veiculado nas inserções do PTB na televisão, o vídeo que mostra o pré-candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, recebendo apoio do ex-governador Newton Cardoso (PMDB) encontrou outro espaço para ser compartilhado e atingir de forma mais direta os eleitores: o WhatsApp.

Usuários do aplicativo de celular – de troca de mensagens instantâneas – que vivem em Minas Gerais e até em outros Estados têm reclamado nos últimos dias de ter recebido o vídeo de números desconhecidos – e com código de área de outros países, como dos Estados Unidos, do Egito, das Ilhas Maurício e das Ilhas Cayman.

As mensagens são enviadas de forma massiva por meio de uma ferramenta digital, prática vetada pelo próprio aplicativo.

Veja o vídeo

Para que a Justiça analise se há indício de crime eleitoral no fato, é preciso que haja uma denúncia. Contudo, até agora, nem o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nem o Ministério Público Eleitoral foram provocados sobre a prática. A assessoria de imprensa de Pimentel disse que o setor jurídico do PT vai analisar o que pode ser feito, já que a veiculação do vídeo na TV foi suspensa.

De acordo com o promotor eleitoral Edson Rezende, identificar irregularidades eleitorais por meio do WhatsApp é uma tarefa mais complicada, já que exige mobilização de analistas de informática e uso minucioso dos recursos tecnológicos. Mesmo com essas dificuldades, é possível chegar ao responsável pela divulgação da mensagem. Esse tipo de investigação já foi utilizada pelo Ministério Público para identificar um pedófilo que utilizava o aplicativo para compartilhar imagens de menores.

“Teríamos que fazer o mesmo caminho. O problema é que depende do perfil da pessoa que denunciar a prática, já que os técnicos analisam o celular, vasculham todas as mensagens que são compartilhadas. São, no mínimo, 30 dias de trabalho para chegar à comprovação do crime”, explica Rezende.

Ainda segundo o promotor, o fato de o número ser registrado em outro país não impede a investigação. “A pessoa que comete o ilícito dentro do Brasil, relativo a uma eleição brasileira, pode ser investigada, sim, desde que alguém traga a informação ao Ministério Público”, esclarece.

A reportagem entrou em contato, por e-mail, com o WhatsApp para questionar o uso massivo das mensagens e se o usuário poderia bloquear o conteúdo, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Aplicativo

Criado nos Estados Unidos, o WhatsApp anunciou, em fevereiro, que tem 38 milhões de usuários no Brasil, um dos maiores mercados do aplicativo. São 400 milhões em todo o mundo.

Bate-boca

“A campanha começou suja. O PTB de Minas é um PTB vendido. Aqui (em Brasília), o PTB é bem representado, por gente séria. Mas em Minas Gerais, por um crápula, cachorro e moleque: Dilzon Melo.”

Newton Cardoso - Dep. Federal (PMDB-MG)

“Tudo o que ele (Newton) disse são inverdades. Não quero criar polêmica com ele, com quem eu convivo há 30 e tantos anos. Ele se ofendeu com uma coisa que era pública em Contagem (o vídeo levado à propaganda do PTB na TV) e usou a tribuna para exalar o ódio dele, mas sem justificativa. Ele não foi ofendido.”

Dilzon Melo - Presidente do PTB-MG

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