Nem vestuário, alimentos e bebidas empolgam na Copa

PIB mineiro estagnado em 0,8% mostra pouco efeito do evento; indústria tem resultado ruim

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Mineração é destaque por causa da alta do preço do minério
Vale/Divulgação
Mineração é destaque por causa da alta do preço do minério

Só de gastos de turistas em Belo Horizonte, durante a Copa, são esperados R$ 695,62 milhões, segundo estimativas do Ministério do Turismo. Mas, até o momento, a economia mineira ainda não sentiu grandes efeitos da Copa do Mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas registrou crescimento de 0,8% no primeiro trimestre, em relação ao quarto trimestre de 2013, segundo dados divulgados ontem pela Fundação João Pinheiro.

Na indústria, até abril, nem mesmo os setores promissores para a época como alimentos, bebidas e vestuários apresentaram resultados fortes o suficiente para diminuir a queda de 4,63% no faturamento do primeiro trimestre, de acordo com outra pesquisa, também divulgada ontem, pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

“Havia uma expectativa que a Copa impactasse neste tipo de setor de bens de consumo, mas, se houve algum impacto, não foi muito relevante. Mesmo porque tudo o que temos visto em termos de artigos, vêm da China”, afirma a economista da Fiemg, Annelise Rodrigues Fonseca. “Além disso, o consumidor não está tão empolgado porque está mais endividado”, completa a economista.

Segundo a pesquisa da Fiemg, o ramo de bebidas registrou um incremento de 15,9% nos primeiros três meses do ano. O de alimentos cresceu 3,72% e o de vestuário e acessórios recuou 7,62% em relação ao faturamento do primeiro trimestre de 2013.

Annelise ressalta que a expectativa agora é de melhora a partir do segundo semestre. Mesmo assim, as incertezas típicas de um período eleitoral não garantem um bom desempenho. “Ainda teremos influências negativas até junho, pois estamos enfrentando paradas na produção de veículos, por exemplo”, ressalta a economista. A Fiemg começou o ano estimando um faturamento 0,96% maior em 2014, mas, segundo Annelise, as previsões devem ser refeitas para baixo.

De janeiro a abril, o faturamento do setor de veículos despencou 18,26%. Sozinho, o setor tem um peso de 5,69% do total da indústria mineira. Já os ramos que poderiam ter incremento com a Copa, como alimentos e bebidas, pesam 0,38% e 0,22%, respectivamente.

Em BH

Estudo. A pesquisa Metropolização e Megaeventos: os impactos da Copa, revela que dos R$ 2,7 bilhões de financiamentos previstos para BH, 75% são do governo federal.

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