Belini espera mercado melhor após Copa e Fiat na liderança

Grupo Fiat Chrysler torce para fechar este ano no mesmo nível de vendas de 2013 no país

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Celebração. À esquerda, o presidente do Grupo Fiat Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini
Fiat/Divulgação
Celebração. À esquerda, o presidente do Grupo Fiat Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini

A exposição “Barroco Itália Brasil – Prata e Ouro”, que marca a inauguração da nova sede da Casa Fiat de Cultura, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, é, para o CEO mundial do Grupo Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, um símbolo da filosofia empresarial que vê na união entre duas culturas uma extraordinária fonte de crescimento e enriquecimento. A análise faz parte do discurso de Marchionne que esteve anteontem em BH para a abertura do novo espaço.

O mesmo não se pode falar do mercado automotivo brasileiro. O presidente do Grupo Fiat Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini, diz que o mercado está pior do que no ano passado. “Esperamos que, depois da Copa, ele reaqueça e volte aos patamares de nível anterior. Por enquanto, estamos perto de mais de 5% abaixo do ano passado”, afirma.

Diante desse quadro, Belini diz que, mais do que esperando, está torcendo para poder fechar este ano no mesmo nível do ano passado. “Com a mesma venda, pelo menos isso”. Em 2013, a Fiat vendeu 763 mil automóveis e comerciais leves. Neste ano, até anteontem, foram 306 mil automóveis e comerciais leves vendidos.

Líder de vendas há 12 anos, Belini diz que ainda é cedo para falar do décimo terceiro ano de liderança da Fiat no Brasil. “Estamos 58 mil carros à frente do segundo colocado, mas é cedo para falar. Mercado é mercado, produção é produção. Então, nós não andamos de sapato alto, pé no chão e vamos trabalhar para atender nossos clientes”, afirma.

Também depende do mercado para a Fiat elevar a produção na fábrica de Betim, na região metropolitana, para 900 mil veículos por ano, ainda em 2014. “Por enquanto, não tem essa previsão. Em Betim, tem um investimento da ordem de R$ 5 bilhões para modernização tecnológica, ampliação, nova pintura, novas prensas e novos produtos também”, diz o executivo. O programa de expansão em Betim se estende até 2018.

Quanto à nova fábrica em Goiana (PE), 80% da parte construtiva está pronta. “Agora, estamos montando as máquinas, as prensas, a linha de montagem. Ela deve ficar pronta no começo do ano que vem ou no fim deste ano. Os primeiros carros de produção devem sair no primeiro trimestre (de 2015)”, diz. A fábrica de Goiana vai consumir R$ 7 bilhões. “Ampliamos e criamos o parque de fornecedores, por isso os investimentos foram ampliados”, diz Belini. A produção prevista e de 250 mil veículos por ano.

Liderança

Maior. A fábrica da Fiat em Betim é a maior de todo o sistema Fiat-Chrysler - produz um carro a cada vinte segundos. “Somos líderes de mercado há 12 anos”, diz o CEO mundial do Grupo Fiat Chrysler.

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