Enquanto seu lobo não vem...

iG Minas Gerais |

O Pan-Americano de 2007, que o Rio de Janeiro sediou, teve, inicialmente, um orçamento de R$ 380 milhões a R$ 400 milhões. A última notícia que vi na imprensa, há uns dois anos, dava conta de que essa previsão orçamentária furou e que as despesas passaram de R$ 3,5 bilhões. Não sei nem quero saber se essas contas foram aprovadas. O que sei é que, de todo esse gasto, sobrou o estádio do Engenhão, arrendado ao Botafogo por 30 anos e que, tendo tido uma parte despencada, está condenado, interditado e esquecido há mais de dois anos. Sim, a equipe responsável por tudo isso é quase a mesma que está cuidando da Copa das Copas. Não ouso dizer que são ladrões de ladrões, mas o tempo, que continua sendo o senhor da razão, certamente revelará o que restou depois da borrasca. De gastos e sacanagens, inclusive a perda temporária de nossa soberania, certamente já sabemos: somos “campeões e trouxas” das famigeradas Fifa e CBF. Por falar em soberania, estou estranhando o silêncio que baixa como uma penumbra sobre a edição do Decreto Federal 8.243, da lavra da “senhora dos destinos”. O malfadado decreto reduz a pó de traque o sistema e a forma de governo do Brasil ao praticamente fechar, por falta de competência legal e do que mais fazer, o finado Congresso Nacional. Pelas barbas de Moisés ou pelos cabelos do Renan, ninguém vai fazer nada? Será o inferno de Dante, o cavalo alado da ignorância ou a esperteza de Franklin Martins, aquele sequestrador de embaixadores que só pensa em censurar a imprensa do país, ou a do famoso Marco Aurélio PocPoc, mentor terrorista desse desgoverno do PT? Esse decreto estabelece a Política Nacional de Participação Nacional e o Sistema Nacional de Participação Social, cujos conselhos e comissões de políticas públicas terão, além do poder de decisão sobre qualquer tema que perpasse os três Poderes, o mesmo poder do Legislativo. Para o jurista e professor Ives Gandra Martins, o motivo do decreto é a necessidade de o governo ter maioria entre os legisladores: “Já que não temos o Congresso, vamos detê-lo”. É no silêncio da distração do povo brasileiro, ocupado com as dificuldades do seu cotidiano, que dona Dilma, presidente de mente terrorista, tenta sorrateiramente implantar os modelos de Chávez na Venezuela, país que hoje importa até papel higiênico do Brasil e que, diga-se de passagem, não paga nem visita, e dos Castros em Cuba, outrora um país paradisíaco, hoje arrasado por uma ditadura comunista, que subsiste escravizando e “gigolando” seu povo, como é o caso dos médicos que vieram para o Brasil. Bem, enquanto seu lobo não vem, vamos separar o futebol das ações desse malfadado governo e torcer por nossa seleção, mesmo sabendo que, se formos campeões, como espero, os petralhas poderão ser beneficiados nas próximas eleições de outubro. Sim, mas devemos lembrar que “nem só de bolsas vive o homem”.

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