Caos impera nos arredores do Itaquerão a dois dias da abertura

Ônibus que fazem o transporte da imprensa e voluntários chegaram a ficar 40 minutos engarrafados

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

WEBREPÓRTER/THIAGO NOGUEIRA
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São Paulo (SP) -  A poucas horas do pontapé inicial da Copa do Mundo, a correria é nítida no Itaquerão. A reportagem do SuperFC nesta quarta-feira no estádio e viu operários fixando estruturas, empresas terceirizadas montando tendas provisórias e, o que é mais espantoso, obras no entorno, fechando, inclusive, o acesso principal ao estádio.

Os ônibus que fazem o transporte da imprensa e voluntários chegaram a ficar 40 minutos engarrafados bem ao lado da arena, perto da estação de metrô Corinthians-Itaquera. Por causa dos transtornos, muita gente que utilizaria o serviço gratuito oferecido pela Fifa precisou esperar até duas horas para se deslocara para a área central da cidade.

Enquanto cabos e fios eram instalados, os estandes dos patrocinadores estavam sendo montados. A sinalização parecia concluída, assim como os detectores de metais. O centro de mídia, com capacidade para 820 profissionais, foi aberto, mas a imprensa ainda não teve acesso às arquibancadas e ao gramado.

Do lado de fora da arena, muitos torcedores, entre brasileiros e estrangeiros, faziam fotos da arena de abertura da segunda Copa no Brasil. O clima de Mundial já estava no ar. Brasileiros e colombianos se reuniram para tocar e cantar samba, enquanto TVs internacionais registravam o momento.

O já popular torcedor brasileiro Carlos Alberto De Valentim, 71, levou sua Kombi, ano 1993, para a porta do estádio. O veículo já viajou com ele para nas Copas de 1994, nos Estados Unidos, e 1998, na França, atravessando o oceano de avião apenas quando não era possível ir por terra.

“Eu já tinha viajado com outra Kombi em 1986, no México. Para os Estado Unidos, foram 54 mil km rodados. E vou a todos os jogos do Brasil este ano”, diz seu Nenê, como é conhecido. E olha que ele aonde a seleção estiver, mesmo sem ingressos. “Eu não dei sorte nos sorteios”, conta.

A tarde-noite pré-Copa em São Paulo reuniu também outras figuras que sempre vão aos jogos do Brasil, como Georges Pereira, o Jorjão, que vai para a sua 10ª Copa do Mundo. “Vou no meu carro, de São Paulo para Fortaleza e depois para Brasília. E quero ir para Belo Horizonte também nas oitavas”, avisa ele, em seu típico traje verde-amarelo.

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