Sem Dilma e com muitas polêmicas, congresso da FIFA começa nesta terça

Presidente cancelou participação no evento na última hora e acabou esvaziando o evento, que marca atuação efetiva da FIFA em solo brasileiro

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

São Paulo (SP) - O grande espetáculo do futebol se aproxima, porém não há como desvencilhar a parte esportiva da cartolagem que impera nos bastidores da modalidade mais praticada na terra. Sob forte escolta das forças de segurança, São Paulo recebe a partir desta terça-feira a 64ª edição do Congresso da FIFA. Mesmo com toda a pompa, o evento acabou esvaziado devido a ausência da presidente Dilma Rousseff, que na última hora anunciou que não participaria das solenidades que 'abrem' a atuação efetiva da FIFA em solo brasileiro.

A atitude da chefe de estado comprovaria o distanciamento entre governo brasileiro e a entidade que gerência a competição que vem causando polêmica no país por conta dos altos gastos em estádios e obras de mobilidade ainda inacabadas. O lugar de Dilma no evento será ocupado pelo ministro dos Esportes Aldo Rebelo, que tenta ao lado de personalidades como a apresentadora Fernanda Lima - que se tornou a preferida dos cartolas da FIFA -, e o ex-jogador Ronaldo trazer o lado positivo do Mundial que se inicia na próxima quinta-feira.

Mas, para além da ruptura política com o governo brasileiro, o congresso da FIFA também terá como tema central as denúncias de corrupção envolvendo a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022, e as mudanças estatutárias da entidade envolvendo as eleições do próximo ano. Enquanto o presidente Joseph Blatter tenta prolongar seu 'reinado' à frente da FIFA, a UEFA de Michel Platini tenta proibir pessoas acima de 72 anos de se candidatem à presidência. A medida afetaria diretamente o suíço, que possui 78.

Questões éticas também aprofundam o debate sobre um novo mandato de Blatter, que estuda dar um bônus como prêmio para o trabalho das confederações. A medida insinua uma clara compra de votos, ato que é negado com veemência pelo atual dirigente.

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