MP recebe relatório sobre envolvimento de Pimenta da Veiga com Valério

Pré-candidato do PSDB é suspeito de receber R$ 300 mil das agências de publicidade do empresário Marcos Valério, principal articulador da Ação Penal 470 e do mensalão tucano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

POLITICA. BELO HORIZONTE, MG.

Pimenta da Veiga realiza palestra na Faculdade Milton Campos.

FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.04.2014
Lincon Zarbietti / O Tempo
POLITICA. BELO HORIZONTE, MG. Pimenta da Veiga realiza palestra na Faculdade Milton Campos. FOTO: LINCON ZARBIETTI / O TEMPO / 12.04.2014

A Polícia Federal enviou ao Ministério Público Federal (MPF) todo o relatório sobre o indiciamento por lavagem de dinheiro do pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. O MPF confirmou a informação nesta terça-feira (10). 

Pimenta da Veiga é suspeito de receber R$ 300 mil das agências de publicidade do empresário Marcos Valério, principal articulador da Ação Penal 470 e do mensalão tucano de Minas. 

De acordo com a Polícia Federal, o dinheiro foi desviado no mensalão mineiro, esquema de desvio de verbas públicas do Estado para abastecer a campanha de reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo, em 1998, apontado pelo Ministério Público.

Esclarecimentos

Em abril, Pimenta da Veiga foi chamado à superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte para falar sobre o caso. Ele já havia sido convocado pelo mesmo motivo em 2005, no auge das investigações da PF e da CPI no Congresso sobre o mensalão petista, quando vasculharam a contabilidade das agências SMPB e DNA. Pimenta e Valério prestaram depoimentos às autoridades à época e ambos afirmaram que o valor era referente a serviços de assistência jurídica que o ex-ministro prestara às agências do empresário.

Desde que abriu seu escritório de advocacia, em 2003, Pimenta se afastou da política e só voltou à ativa em meados do ano passado, quando aceitou o convite do senador Aécio Neves (MG), seu amigo e pré-candidato ao Planalto, para concorrer ao governo de Minas.

O esquema de desvio de recursos públicos conhecido como “mensalão mineiro” teria acontecido em 1998, numa tentativa de reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB).

Recentemente, como deputado federal, Azeredo renunciou ao mandato, pressionado pela proximidade do julgamento do caso. Por isso irá responder ao processo em primeira instância, e não mais no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele nega a denúncia.

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