Morador tenta alugar imóvel para treinos fechados da Argentina

Proprietário de casa no Jardim da Glória, em Vespasiano e dois intermediários oferecem aos jornalistas imóvel a 800m da Cidade do Galo

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Messi segue sendo a principal esperança da Argentina para a Copa do Mundo
DIVULGAÇÃO/AFA
Messi segue sendo a principal esperança da Argentina para a Copa do Mundo

 É possível acompanhar os treinos da Argentina, mesmo quando estes forem fechados à imprensa. Como aconteceu na manhã desta terça (10). Mas tudo na vida tem um preço. Neste caso, são US$ 10 mil (cerca de R$ 20 mil) até o final da Copa do Mundo.

Um proprietário de casa no Jardim da Glória, em Vespasiano (27 km de Belo Horizonte) e dois intermediários oferecem aos jornalistas imóvel que fica a cerca de 800 metros da Cidade do Galo. Até agora, não conseguiram fechar negócio.

"Os argentinos estão interessados, mas não têm dinheiro. Eu arrendei um posto de gasolina aqui perto para fazer de estacionamento para os carros de imprensa. Estou cobrando R$ 20 e eles acham caro", queixa-se Marcelo Xavier, empresário que tenta lucrar com a febre da Copa do Mundo.

A casa em questão fica na parte alta de uma elevação ao lado de uma das pistas da Rodovia MG-424. Tem vista privilegiada para o Centro de Treinamento onde a Argentina vai ficar concentrada e treinar durante o Mundial. Da laje do imóvel, é possível ver boa parte dos campos de futebol do local.

"Eu tinha falado para a minha esposa que dava para ganhar um dinheiro com isso. Estamos esperando", afirma o eletricista Israel Machado, que mora na região há cinco anos.

Ele é o dono. Xavier e Guilherme de Assis Almeida, outro empresário, tentam viabilizar o contrato de locação. Não se sabe que promessas fizeram a Machado, mas o proprietário estava inquieto por ainda não ter achado cliente. Os outros dois lhe pediam calma. À imprensa, solicitavam conselhos do melhor jeito de conseguir alugar.

Almeida colocou um painel de led no ponto mais alto da elevação onde está construída a residência. À noite e apontada para a Cidade do Galo, exibe propagandas. "É um jeito de a gente tentar ganhar um dinheiro com a Copa. Está todo mundo ganhando", constata Xavier.

Eles acreditam que após a fase de grupos, quando o torneio afunilar, haverá mais interessados. Até lá, pensam em reduzir o valor para encontrar emissoras de TV interessadas. Calculam que, na laje, cabem cinco câmeras.

"A Copa nem começou ainda. Vai dar certo", acredita Almeida. Israel Xavier apenas balança a cabeça, concordando com tudo. E esperando pela recompensa.