Na era Dilma, PT arrecada R$ 50 mi com contribuições

Valor pago ao partido por filiados varia de R$ 15 a R$ 3.200

iG Minas Gerais |

Explicação. Secretário geral do PT diz que campanhas mensais de filiação têm dado resultado
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr - 20.12.2009
Explicação. Secretário geral do PT diz que campanhas mensais de filiação têm dado resultado

Brasília. O PT acelerou as filiações ao partido durante o governo Dilma Rousseff e, nos últimos três anos, arrecadou a cifra recorde de R$ 49,7 milhões apenas com os petistas “de carteirinha” – aqueles que, pelo estatuto da legenda, são obrigados a pagar a chamada contribuição partidária.

Na comparação com os dois mandatos do ex-presidente Lula, o processo de arregimentação foi aperfeiçoado, e o PT filia atualmente quase 8.000 pessoas por mês.

Só no ano passado, com filiados, o partido bateu outro recorde ao arrecadar R$ 32,6 milhões, cerca de 20% das receitas do diretório nacional, com os “dízimos” – a contribuição obrigatória varia de acordo com a renda e o fato de o filiado ocupar ou não cargo público.

O aumento da arrecadação por meio da contribuição partidária coincide com a possibilidade de as siglas não poderem contar mais com recursos de empresas para financiar suas atividades e as campanhas eleitorais dos seus candidatos. Em abril, a maioria do pleno do Supremo Tribunal Federal se posicionou contra as tais doações ao julgar ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Crescimento. A ascensão do PT ao governo federal, com a eleição de Lula em outubro de 2002, levou a um aumento no número de filiados do partido. Na época, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eram cerca de 829 mil filiados. Em abril passado, a legenda atingiu a marca de quase 1,6 milhão – um crescimento de 91%.

A título de comparação, o aumento médio dos filiados de todos os partidos foi de 37% no mesmo período. O PMDB, que sempre ocupou a dianteira como maior partido em número de filados, cresceu apenas 6% nos últimos 12 anos – tem hoje 2,3 milhões de filiados em todo o país.

Valores. A tabela de contribuições do PT parte do valor mínimo de R$ 15 por semestre – para os filiados que não ocupam cargo público e recebem até três salários mínimos –, mas pode superar R$ 3.200 por mês, quando se trata de ocupante de cargo eletivo federal.

Para o secretário geral do PT, o deputado federal Geraldo Magela (DF), o crescimento do partido está ligado às campanhas mensais de filiação à legenda. Segundo ele, o processo de eleição direta também estimula as novas adesões à sigla. Ele lembrou que, recentemente, foi aprovada uma mudança segundo a qual é preciso estar em dia com as obrigações financeiras para ter direito a votar na eleição direta do PT. “Houve um processo de refinamento do critério (de filiação)”, disse.

Dianteira

Disparado. Só no governo Dilma, o PT filiou 196 mil pessoas. O número é mais de duas vezes maior que o segundo colocado no período, o PSB, que registrou 92 mil novos membros.

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