Tem Copa e tem cambista, mas GPS pode ser um risco

iG Minas Gerais |

Dizia a manchete do jornal O TEMPO do último dia 6: “Placas ‘desorientam’ turistas para o Mineirão”. Mas, se o turista confiar em um GPS, a situação ficará pior ainda, principalmente se o ponto de partida for o aeroporto de Confins. O senhor Paulo César Venâncio gastou duas horas para conseguir percorrer 35 km e chegar ao bairro Dona Dora, em Sete Lagoas, saindo do estacionamento da locadora Unidas, utilizando o GPS. Com a família dentro do carro, a caminho do casamento do filho Gustavo com a sete-lagoana Cristiane, passou 30 minutos tentando sair da área do aeroporto, “recalculando rota”, já que a região está cheia de obras e o GPS “não sabe”. Também não há placas de sinalização suficientes, nem à vista. Ele foi parar, primeiro, na mineração Lapa Vermelha; depois, na periferia de Pedro Leopoldo; e, mais tarde, no centro da terra de Dirceu Lopes, até que um gentil morador indicou-lhe o caminho dizendo: “Depois de 39 quebra-molas o senhor estará em Sete Lagoas”. Custou a deduzir que “quebra-molas” para mineiro é “lombada” para paulista. Passadas as “lombadas”, chegou bem, porém, assustado com as péssimas condições da MG–424. Aliás, motivo da desistência da Espanha de fazer de Sete Lagoas a casa dela durante a Copa. É bom evitar Pelo menos o paulista Paulo Venâncio, que dirigia às 15h, não foi induzido a ir até um lugar perigoso. Por falar o mesmo idioma, foi socorrido prontamente pela gentileza mineira. Tomara que no Rio, São Paulo, Salvador ou Recife nenhum turista, principalmente estrangeiro, tenha problema semelhante e entre em uma “zona de guerra” por engano. Melhor que os gringos atendam a recomendação do Jérôme Valcke, da Fifa: “Evitem dirigir no Brasil”. Vai que tem Há quem lamenta que tentou de tudo, mas não conseguiu nenhum ingresso, nem para Bélgica x Argélia em BH; ou Irã x Nigéria em Curitiba. Digo: em toda Copa há cambistas, será que no Brasil é que não haverá? Não tenho dúvida de que eles atuarão em todos os estádios, em todos os jogos, inclusive na abertura e no encerramento. Às vezes, vendem até abaixo do preço quando veem que ficarão com ingressos sobrando.

Melhorou demais! Se em maio os empresários de hotéis e restaurantes de Belo Horizonte reclamavam da baixa procura no período da Copa, a situação mudou muito agora. Segundo a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Patrícia Coutinho, nos dias de jogos, mais de 90% das habitações estarão ocupadas.

Encheu a bola O jornalista uruguaio Julio Alonso, da rede de TV Tele12, visita antes dos jogos os países-sede das Copas desde 1974 e os mostra no programa “Antesala del Mundial”. Esteve por aqui e, no dia 25 de maio, apresentou a atração com o título “La concentración de Uruguay”. Descreveu a nossa capital como “una ciudad completa, con toda la infraestructura necesaria para recibir a sus visitantes de manera especial” (uma cidade completa, com toda a infraestrutura necessária para receber seus visitantes de maneira especial).

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