Pequeno príncipe

iG Minas Gerais |

Enquanto o Brasil já está escalado, definido na maneira de jogar, incluindo as opções e as emergências, os treinadores dos principais concorrentes ainda têm muitas dúvidas. Para os “Zés Regrinhas”, que enxergam o mundo e o futebol como um jogo de normas, a indefinição dos adversários é uma antecipação do fracasso. Já os que não acreditam em uma única verdade veem o mundo e o futebol como um jogo de incertezas, de escolhas, às vezes repentinas, que podem melhorar ou piorar a eficiência das equipes. Um jogo de futebol é também uma disputa filosófica. As duas visões não se excluem. A Argentina pode jogar com dois ou três zagueiros, três ou quatro no meio-campo, dois ou três atacantes. Diferentemente do Barcelona, no qual é o centroavante, Messi é ponta de lança, com um ou dois atacantes à sua frente. Se o deixarem conduzir a bola, vindo de trás, com muitos espaços, a Argentina deverá fazer muitos gols. Messi, às vezes, tem vômitos ou ânsia de vômito durante as partidas. Todos os exames foram normais. Falam que é psicológico, que ele vomita a pressão, o medo, o que não faz sentido, já que ocorre até nos treinos. Ele parece não dar bola. Deve ser um distúrbio fisiológico, funcional. A máquina humana não é perfeita. Todas as pessoas sentem incômodos pela vida, no corpo e na alma. Tévez está fora da Copa, e colocaram a culpa em Messi, que não se daria bem com ele. Banega foi cortado, e disseram que Messi não gostou e que o grupo teria ficado desunido. Tudo isso cheira a fofoca. Se for verdade, o que não acredito, Messi, com sua cara de menino bom, de pequeno príncipe, seria um homem maquiavélico. Depois do Brasil, vou torcer pelo Chile, embora sejam mínimas as chances de passar das oitavas, ainda mais se não tiver Vidal. O Chile é um time diferente, maluco. Apesar de eu ser um homem racional, admiro os malucos. São essenciais.

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