Sob forte escolta, ingleses visitam centro olímpico da Rocinha

Cinco jogadores estiveram no complexo para autografar, entre outras coisas, o álbum de figurinhas da Copa da Mundo

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

RIO DE JANEIRO, RJ - A visita de cinco jogadores da seleção inglesa ao Complexo Esportivo da favela da Rocinha, na tarde desta segunda-feira (9), mobilizou um aparato de segurança com dois batedores da Polícia Rodoviária Federal, dois carros da Polícia Federal e cinco caminhonetes do Exército, cada um com ao menos quatro homens armados com fuzis.

Lá dentro, mais agentes da Polícia Federal e policiais militares esperavam os ingleses. O complexo esportivo fica em frente à favela, onde funciona uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) mas, mesmo assim, conflitos entre traficantes e policiais continuam a acontecer. Foi na Rocinha que desapareceu, em julho do ano passado, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. A quantidade de seguranças impressionou o staff que acompanhou os jogadores. Eles se mostravam curiosos a respeito da favela e perguntavam a alguns jornalistas se a situação ali era de fato tensa, a ponto de exigir a presença de tantos militares e policiais federais. Na quadra de futebol do complexo esportivo, os jogadores fizeram um trabalho de relações públicas exemplar: autografaram chuteiras, camisas e álbuns de figurinha, fizeram fotos ao lado de crianças, moradores e até policiais; sorriram, bateram bola com as crianças da escolinha de futebol da favela e assistiram a uma roda de capoeira. Mais ousado do grupo, o atacante Danny Welbeck, 23, se arriscou a dar alguns passos de capoeira e de samba. Foi bem e conseguiu aplausos dos capoeiristas. Tentou puxar para a roda o gigante Fraser Forster, 26, o goleiro reserva da seleção e o jogador mais alto do Mundial, com 2,01 m de altura. Forster ruborizou, se desculpou e escapou da situação provavelmente embaraçosa. Jogador mais conhecido do grupo e titular da seleção, o atacante Daniel Sturridge, 24, mal tocou na bola. Cercado por crianças e adultos, ele passou o tempo se revezando entre filmar tudo o que acontecia e posar para fotos com fãs -inclusive policiais militares da escolta que, sorridentes, posavam para "selfies" ao lado do inglês. Também participavam do grupo, que passou pouco mais de uma hora na favela, os meios-campistas Jack Wilshere, 22, e Adam Lallana, 26. "Visitar o complexo nos faz entender o papel poderoso que o esporte tem no Brasil", disse Wilshere. "Foi o dia mais feliz da minha vida", disse João Pedro Pascoal, 12, aluno da escolinha e morador da Rocinha, mostrando a chuteira com o autógrafo de todos os jogadores. "Mãe, agora você vai ter que comprar outra chuteira, porque essa eu não posso mais usar", pediu.

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