Justiça bloqueia bens de ex-prefeito de Januária por desvio de verbas

Os serviços para o programa eram contratados, mas não eram executados; o prejuízo foi de cerca de R$ 926 mil

iG Minas Gerais | Natália Oliveira |

A Justiça Federal bloqueou os bens do ex-prefeito de Januária, no Norte de Minas Gerais,  Maurílio Néris  de Andrade Arruda e de dois ex-secretários municipais, o de Finanças, Alexandre de Sá Rego e Wilton Teixeira Santos,  e de Desenvolvimento Social, Christiano Maciel Carneiro, por causa de fraudes nas verbas  do programa Projovem Trabalhador. O bloqueio é de R$ 2,8 milhões e foi resultado de um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para ressarcir os cofres públicos pelo desvio de verbas.    Além dos bens dos políticos foram bloqueados também os do empresário Daivson Oliveira Vidal e de seu  Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC). Segundo a assessoria de imprensa do MPF, a IMDC  está  envolvida em fraudes em diversos municípios brasileiros. Para investigar as fraudes, no ano passado foi realizada a operação Esopo em 10 Estados brasileiros e no Distrito Federal. Foram cumpridos, ao todo 101 mandatos, sendo 25 de prisão temporária e 12 de condução coercitiva.    As investigações  na cidade de Januária estavam sendo feitas desde 2010, quando a prefeitura da cidade assinou um contrato, sem licitação, com o IMDC de cerca de R$ 1,5 milhões para o programa Projovem trabalhador, o intuito seria de desviar a verba do programa. No decorrer das investigações, de acordo com a assessoria do MPF, o ex-prefeito teria dito que decentralizou a administração e portanto responsabilizou os ex-secretarios pelo contrato.    No entanto, durante depoimentos nas investigações, os ex-secretários afirmaram que os desvios ilegais foram feitos pelos próprio prefeito. Os serviços que eram contratados para o programa não eram executados, segundo o MPF.  Foram desviados cerca de R$ 926 mil e agora os bens bloqueados devem ressarcir os cofres públicos.  A reportagem de O TEMPO não conseguiu encontrar os acusados.    Com assessoria de imprensa do MPF

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