Banco Central reduz previsão do PIB para 1,44% em 2014

Na semana passada, o mercado previa alta de 1,5%, e na anterior, de 1,63%; os dados mostram também que a indústria já iniciou o segundo trimestre do ano pior do que terminou o período de janeiro a março

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O mercado continua rebaixando sua expectativa para o crescimento da economia em 2014. O Boletim Focus, feito pelo Banco Central com projeções de cerca de cem instituições, reduziu a previsão para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano para 1,44%. Na semana passada, o mercado previa alta de 1,5%, e na anterior, de 1,63%. No caso do avanço da indústria, a projeção saiu de aumento de 1,24% para alta de apenas 0,96%.

A indústria, em abril, sofreu retração de 0,3% sobre março e de 5,8% sobre abril de 2013, apontou, na semana, o IBGE. Os dados mostram que a indústria já iniciou o segundo trimestre do ano pior do que terminou o período de janeiro a março. No ano, de janeiro a abril, a indústria acumulada queda de 1,2%. A queda da produção foi disseminada entre os segmentos do setor e o mau desempenho do mês levou alguns analistas a considerar que a atividade industrial corre risco de ficar negativa neste ano.

Para 2015, a previsão é de um crescimento econômico de 1,80%, em vez de 1,85%. A indústria deve ter ampliação de 2,25%, e não de 2,20%, aponta o Focus.

Jutos e inflação

O enfraquecimento da atividade tem sido apontado como um dos motivos pelos quais o BC interrompeu a elevação dos juros. Em teoria, com um crescimento mais fraco da economia haveria pressão menor sobre a inflação. A Selic foi mantida em 11% ao ano na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada do fim de maio. No Focus, os analistas mantiveram sua expectativa de queda taxa básica de juro encerre 2014 em 11% e chegue a 12% no fim de 2015.

As estimativas para a inflação também não mudaram. A mediana para a alta do IPCA, o índice de inflação oficial, em 2014 seguiu em 6,47%. Para 2015, houve um ligeiro ajuste para cima e agora o mercado vê o IPCA subindo 6,03%, ante 6,01% na estimativa anterior. Na sexta-feira (6) passada, o IBGE informou que o IPCA desacelerou para 0,46% em maio, taxa maior que a esperada (0,39%) e que levou o indicador a ir para 6,37% em 12 meses.

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