Sistema encara desafio nesta segunda, primeiro dia útil após estreia

Reportagem de O TEMPO testou bicicletas compartilhadas nesse domingo – e aprovou

iG Minas Gerais | luiza muzzi |

Aluguel. Novidade em Belo Horizonte, sistema está consolidado em outras cinco capitais do país
PEDRO GONTIJO / O TEMPO
Aluguel. Novidade em Belo Horizonte, sistema está consolidado em outras cinco capitais do país

Implantado nesse sábado em quatro pontos da região Centro-Sul de Belo Horizonte, o sistema de bicicletas compartilhadas Bike BH encara nesta segunda, primeiro dia útil após a estreia, o desafio da convivência com outros veículos. A expectativa é que as magrelas, bastante utilizadas para passeios no fim de semana, entrem de vez no dia a dia de quem precisa se deslocar pela região. Nesse domingo a reportagem de O TEMPO experimentou o novo projeto e aprovou.

O trajeto teve início às 14h30 na estação 4, na praça da Liberdade, onde um técnico da Serttel/Samba Transportes Sustentáveis – vencedora da licitação – fazia ajustes em um dos sensores de encaixe das bicicletas, que não estava liberando o equipamento, e explicava a interessados o funcionamento do sistema.

Bastou um acesso rápido ao aplicativo Bike BH, via smartphone, para cadastrar, pagar e liberar o uso das bicicletas compartilhadas. De fácil manuseio, o sistema rapidamente informa a quantidade de magrelas disponíveis naquele momento. Da praça da Liberdade, a reportagem percorreu as avenidas João Pinheiro, Augusto de Lima, Paraná e Santos Dumont, passando pelas quatro novas estações, em trajeto de 3.470m. Pelo caminho, muita gente quis saber como fazer para usar as bicicletas laranjas.

O maior desafio foi na avenida Augusto de Lima, onde não há ciclovia e foi preciso dividir o espaço da rua com a faixa do Move (nome dado ao BRT de Belo Horizonte). Para ciclistas inexperientes, o trajeto pode ser perigoso, em função da grande movimentação de outros veículos, principalmente em dias úteis.

Logística. Embora algumas estações estivessem mais vazias do que outras, funcionários da empresa responsável se deslocavam diversas vezes de um terminal a outro levando algumas delas, para manter a quantidade equilibrada. Assim, quem chegava para devolver a bike sempre encontrava local vago para deixá-la.

Quem usou o sistema pela primeira vez ficou satisfeito. “Quando vi o projeto nesse sábado já me cadastrei. Fiquei com medo de vandalismo, mas não teve. Tomara que isso se mantenha porque a iniciativa é bem interessante”, defendeu o advogado Vinícius de Oliveira, 39.

Já a professora Paola Braga, 20, teve dificuldade para liberar uma bicicleta na estação da praça Afonso Arinos. “Como não tenho como acessar o aplicativo, estou ligando para o número que indicaram, mas a ligação fica falhando, e a compra acaba demorando”.

Como funciona o projeto

Valor. Para alugar, é preciso se cadastrar no site www.mobilicidade.com.br/bikebh. O usuário pode optar pelos planos diário (R$ 3), mensal (R$ 9) ou anual (R$ 60).

Horário. As bicicletas podem ser alugadas todos os dias da semana, das 6h às 23h. Devoluções devem ser feitas até meia-noite.

Locais. As estações ficam no Mercado Central e nas praças Rui Barbosa, Afonso Arinos e da Liberdade.

Regras. O usuário pode ficar com a bicicleta por até 60 minutos ininterruptos, de segunda-feira a sábado (exceto feriados), e por até 90 minutos ininterruptos, aos domingos e feriados. Intervalo. Para usar o veículo mais de uma vez no mesmo dia, é preciso fazer intervalo de 15 minutos entre cada locação.

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