Histórias vão de retaliações a mortes pelo país

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Podia fazer frio ou calor, a pequena Sofia*, 6, aparecia sempre de calça e blusa de manga comprida na escola. O comportamento dela chamou a atenção dos coleguinhas e professores e foi parar no Conselho Tutelar da Pampulha, na capital. Por trás das roupas e do silêncio, a menina escondia as agressões da mãe. A conselheira Adriana Vieira contou que o motivo de uma delas foi um recado deixado por funcionários da escola na agenda da garota, informando que ela havia dado um “selinho” (beijo) em outra menina.  

O caso ocorreu em 2012, segundo a conselheira, mas é apenas um exemplo dos muitos registrados nos conselhos tutelares de todo o país. Alguns casos se tornam emblemáticos, como o do menino Bernardo Boldrini, 11, morto pela madrasta em abril deste ano, no Rio Grande do Sul, com suspeita de participação do pai biológico. O nome do garoto foi o escolhido para rebatizar a Lei da Palmada. 

* Nome fictício

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