Sobe para dez o número de mortes por temporal

De acordo com a Defesa Civil do Estado, 71 cidades e mais de 48 mil pessoas foram afetadas

iG Minas Gerais |

Com o grande volume de água, rios transbordaram e houve alagamentos, queda de energia e deslizamentos. No Paraná, o temporal deixou cidades inteiras ilhadas e interditou várias rodovias, entre elas BR-277, que teve seis pontos bloqueados. De acordo com a Defesa Civil do Estado, 71 cidades e mais de 48 mil pessoas foram afetadas. Ao menos 2.056 pessoas ficaram desabrigadas e outras 3.592 foram desalojadas, e se abrigaram em casa de familiares ou amigos. Chove forte no Paraná desde quinta-feira (5), mas o maior volume de água foi registrado neste fim de semana, principalmente, nas regiões central, oeste e sudoeste. As mortes foram registradas em Guarapuava (3), Medianeira (2), Campina do Simão (1), Sulina (1), Laranjeiras do Sul (1), Quedas do Iguaçu (1) e Guaraniaçu (1). Em Medianeira, uma mulher e o filho de nove meses não conseguiram sair do carro que foi arrastado pela correnteza e morreram afogados. Em Sulina, um homem morreu após sua casa ser atingida pelo desmoronamento de um barranco. Em Curitiba, a prefeitura decidiu abrir parcialmente as comportas de duas represas dos parques Barigui e São Lourenço, para evitar que as barragens rompessem. As represas foram construídas para receber águas de chuva e evitar alagamentos. Cerca de 70 mil residências estavam sem energia no início da noite de domingo (8), de acordo com a Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). Segundo a assessoria do órgão, a distribuição de energia foi afetada, principalmente, nas regiões oeste e centro-sul devido à queda de postes e alagamentos. Algumas cidades da região Oeste do Paraná ficaram parcialmente sem fornecimento de água. É o caso de Cascavel, onde no domingo 70% da cidade ficou sem água devido ao alagamento de uma estação de captação. O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deverá assinar nesta segunda (9) um decreto declarando situação de emergência em todos os municípios afetados, segundo a assessoria do governo. A decisão foi tomada em uma reunião emergencial que aconteceu no final da tarde deste domingo para um levantamento dos estragos causados pela chuva. O município de Guarapuava, onde três mortes foram registradas, já decretou situação de emergência.   SANTA CATARINA   Em Santa Catarina, 21 municípios registraram ocorrências até a noite deste domingo. A maioria se concentra na região Planalto Norte, próximo à divisa com o Paraná. Quatro cidades catarinenses decretaram situação de emergência: Jaraguá do Sul, Corupá, Rio dos Cedros e Timbó. A Defesa Civil calcula que 430 pessoas estão desabrigadas e outras 15.436 desalojadas. A Defesa Civil catarinense alerta para o risco de deslizamentos de terra no norte do Estado e no vale do Itajaí. As chuvas na região Sul deverão dar uma trégua nesta segunda-feira (9), de acordo com o Ciram (Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometereologia de Santa Catarina). Segundo meteorologistas do órgão, a frente fria que levou as chuvas para o a região está se deslocando para o mar, o que indica que as precipitações devem reduzir bastante nesta segunda, mas deverão parar por completo na terça-feira (10). A maior preocupação é devido às cheias dos rios, principalmente no vale do Itajaí. A região engloba cidades como Blumenau (91 km de Florianópolis) e Itajaí (77,3 km de Florianópolis). Segundo o Ciram, o rio Itajaí-Açú, principal do vale do Itajaí já transbordou o seu nível e continua subindo entre 15 cm e 20 cm por hora. A tendência é que os números, que já estiveram em 40 cm por hora, comecem a baixar quando as chuvas reduzirem.