O profissional tardio

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Pelo menos no número da camisa, Gomes foi a segunda opção de Dunga na Copa do Mundo de 2010. Vestindo a camisa 12, o mineiro de João Pinheiro não teve chances de entrar em campo, já que o dono da posição era Julio Cesar, que, naquele momento, era apontado como o melhor goleiro do mundo. Mas apenas o fato de estar entre os 23 convocado era motivo de muita alegria para Gomes, que, por muito pouco, não deixou de se tornar jogador profissional.

Até os 17 anos, Heurelho da Silva Gomes ainda fazia parte do universo amador. Mas foi então que surgiu a oportunidade no Democrata de Sete Lagoas. Já veterano para um jogador de base, ele chegou ao Cruzeiro. A partir daí, não demorou muito para encontrar seu espaço no elenco profissional e, posteriormente, na equipe titular.

Em 2002, já sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Gomes se tornou o dono da camisa 1 do Cruzeiro. Foi com ele no gol que a equipe celeste teve um 2003 inesquecível, quando conquistou a Tríplice Coroa (Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). O sucesso no Cruzeiro o levou até a seleção brasileira. Primeiro na sub-23, depois entre os astros da principal.

Contratado pelo PSV, da Holanda, Gomes marcou época por lá. Foram quatro temporadas e quatro títulos no campeonato nacional. Além de uma semifinal da Champions League, em que o PSV acabou sendo eliminado pelo Milan por conta dos gols marcados fora de casa – derrota fora, na Itália, por 2 a 0, e vitória em casa, por 3 a 1. Uma nova transferência, para o Tottenham, da Inglaterra, e a vaga na seleção brasileira foram apenas consequência do bom trabalho que fazia no futebol europeu.

Queda depois do Mundial A temporada seguinte ao Mundial na África do Sul não foi boa para Gomes. O goleiro mineiro teve baixo rendimento e falhou bastante, tanto que, em junho de 2011, o Tottenham contratou outro jogador para a posição. Mesmo com 40 anos de idade, o norte-americano Brad Friedel chegou e assumiu a titularidade. Gomes perdeu espaço dentro do clube inglês, que, pouco tempo depois, ainda contratou Lloris, o camisa 1 da seleção da França. Sem espaço em Londres, Gomes foi para a Alemanha, para o Hoffenheim, por seis meses. Sem contrato, o goleiro deixou o Totthenham e transferiu-se para jogar pelo Wartford, também da Inglaterra, a partir de agosto.

Vencedor. Gomes ganhou cinco campeonatos nacionais em sequência. Depois de vencer o Brasileiro com o Cruzeiro, em 2003, ele ganhou o Holandês, com o PSV, de 2004/2005 até 2007/2008

Títulos na seleção. Gomes tem dois títulos com a seleção brasileira. Ele fez parte dos elencos que conseguiram vencer a Copa das Confederações de 2005, na Alemanha, e a de 2009, na África do Sul

Fracasso. Gomes era o goleiro titular da seleção brasileira sub-23 que não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos de Atenas. Aquele time tinha jogadores como Diego, Robinho, Maicon e Dagoberto

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