Contagem não tem atendimento

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

Defensorias de cidades da região metropolitana sofrem os reflexos da falta de estrutura cotidianamente. Em Ribeirão das Neves, cada um dos oito defensores do setor de execuções penais é obrigado a acompanhar, sozinho, cerca de 2.000 detentos. Em Contagem, o déficit de defensores impede a realização do serviço na área de famílias – umas das maiores demandas.  

Coordenador geral da Defensoria Pública de Neves, Hebert Soares Leite conta que a maior demanda da cidade está na execução penal. Os profissionais acompanham 15 mil processos de detentos e fazem visitas periódicas aos presídios. “A previsão para Neves é de 20 defensores. Atualmente estamos com 14, mas a população não está sendo assistida. Na área de família, por exemplo, atendemos parcialmente a demanda”.

Defensor licenciado de Contagem e presidente da Associação dos Defensores Públicos de Minas, Eduardo Cavalieri Pinheiro explica que somente cinco funcionários administrativos ajudam no trabalho na cidade. “A parte burocrática é metade do trabalho. Temos que fazer tudo, e isso atrasa bastante”.

Por semana, 180 pessoas são atendidas em Contagem. Outras 50 vão ao local procurar apoio na área de família, mas o serviço não é fornecido. 

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