“Não temos nenhum investidor no projeto”

Arnaldo Gesuele Advogado Criador de “MEU FILHO SUMIU”

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Como surgiu a ideia do site?

Eu já venho trabalhando com projetos sociais desde 1999, e, há dois anos, participei de uma reunião com mães de desaparecidos, e aquilo me comoveu demais. Aí veio a ideia de criar um alerta em que a sociedade trabalharia junto com a própria sociedade.

Como conseguiu tirar do papel?

Somos uma start-up, e o dinheiro embolsado é particular, não temos nenhum investidor. Estamos criando uma associação porque queremos trabalhar com outras ONGs e com as leis de incentivo.

Como funciona?

A primeira coisa a se fazer é um boletim de ocorrência. Depois a pessoa entra no site e vai à área “Cadastre um desaparecido”, inclui todos os dados do familiar – tudo é sigiloso – e depois cadastra os dados do desaparecido. É importante não esquecer de detalhes como tatuagens ou marcas etc.

Qual a garantia de segurança?

Em seguida, verificamos a informação com as delegacias de polícia. Também estamos firmando uma parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que acabou de ter o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) aprovado para ser integrado em todos os Estados, com a mesma base de dados.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave