Lideranças mineiras reunidas

Em sua quinta edição, evento discute necessidades de vários setores da economia

iG Minas Gerais | Helenice Laguardia |

Fortalecendo relações. PCO, o deputado Fabinho Ramalho e João Doria Junior em Araxá
Tiao Morao / VB
Fortalecendo relações. PCO, o deputado Fabinho Ramalho e João Doria Junior em Araxá

Araxá. Entre palestras e o debate político, que reuniu pela primeira vez os dois candidatos ao governo de Minas Gerais – Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) –, o Conexão Empresarial, evento em sua quinta edição que reúne empresários mineiros em Araxá, até hoje, também serviu para o relacionamento de representantes de vários setores da economia mineira e a discussão de necessidades em diferentes áreas. O Conexão Empresarial é promovido pela VB Comunicação e tem o patrocínio de O TEMPO, AngloGold, Assembleia de Minas, Clube de Permutas, Embratel, MBR e Usiminas, com Media Partnership de Band, “Diário do Comércio”, Rádio Itatiaia e JChebly. “O sucesso do Conexão é porque todo mundo quer se encontrar, fazer networking. São empresários conhecidos, políticos e formadores de opinião. Essa é a receita”, diz o diretor geral da VB Comunicação e idealizador do Conexão, Paulo César de Oliveira.

Para o presidente do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), João Dória Jr., o Conexão Empresarial é um evento regional que reúne grandes empresários mineiros e autoridades, o que é positivo porque debate temas que são de interesse do Estado, além de trazer grandes personagens que são impulsionadores do desenvolvimento mineiro, tanto no setor público, quanto no setor privado. “Existem outros eventos regionais, mas não com a mesma envergadura do Conexão Empresarial. O Paulo César Oliveira conseguiu isso muito pelo prestígio pessoal dele. Então, as pessoas vêm pelos temas, por Minas e pelo PCO”. O presidente executivo da holding Azul S/A, José Mário Caprioli, outro participante do evento, conta que está animado com Minas Gerais, onde a empresa aérea tem 50% de market share (participação). “Somos líderes em pousos e decolagens, não só do aeroporto de Confins, mas do aeroporto da Pampulha. Estamos esperando um pacote de aviação regional, que o governo está para anunciar, e que vai permitir à Azul voar para mais cidades de Minas”, informa Caprioli, que hoje tem sete voos da empresa no Estado. Em Araxá, a Azul volta com voos diários em agosto e vai começar em Divinópolis ainda neste ano. Caprioli afirma que para a Azul, Minas Gerais é o segundo mercado, perdendo apenas para o hub de Campinas (SP). A Azul, que terá voos internacionais para Orlando, Miami e Nova York, está com 400 vagas abertas. Reivindicações. Um dos sócios da Ortemg Equipamentos e Sistemas, Ricardo Vinhas, diz que na área de atuação industrial e de energia tem que haver investimento em infraestrutura. “E isso depende do governo federal. Não adianta que não temos outra solução que não seja essa”, afirma. Mesmo num mercado adverso, a Orteng vai crescer 9% em faturamento neste ano, e, em 2015, pretende retomar investimentos na área de geração de energia com uma nova indústria. Para o presidente da empresa de ônibus Saritur, Rubens Lessa, no setor de transporte coletivo de passageiros, é necessário continuar a política na mobilidade urbana privilegiando o transporte coletivo de passageiros. “É preciso continuar fazendo os corredores exclusivos de ônibus e corredores com faixas exclusivas, e aí, as pessoas deixam seus veículos em casa para andar num transporte público de qualidade. Nós, empresários, estamos preparados. É só nos dar as condições de circulação que a nossa parte de veículos bons em condição de transporte de qualidade nós vamos fazer”. Quanto ao cenário nacional, “precisamos que a economia cresça para continuarmos a ter segurança para investir e ter retorno dos nossos investimentos”, afirma o empresário. O presidente do Sinduscon-MG e da construtora Mascarenhas Barbosa Roscoe, Luiz Fernando Pires, diz que a interação vivida no Conexão Empresarial é sempre positiva. Quanto aos rumos do país, ele considera que há um problema de gestão e mistura de ideologia. “O país precisa melhorar a gestão, não precisa de ideologia. As pessoas que estão aqui (no Conexão) não são as que têm os votos, mas influenciam para eleger. Precisamos de eficiência. O Estado tem que ser menor e tem que delegar às empresas para gerar riqueza”, afirma. O presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr., considera o Conexão Empresarial uma boa oportunidade para ter a primeira visão do que os candidatos ao governo de Minas estão pensando. “A realidade é que cada um tem um foco e maneira de colocar. O que cada candidato deve é ouvir o outro (candidato) e lembrar que o mais importante é Minas Gerais”. Para Machado, PIB começa com a agricultura e indústria. “O país que não tem uma indústria que seja competente, que acrescente valor às suas riquezas, não vai a lugar nenhum”.

Reconhecimento “Existem outros eventos regionais, mas não com a mesma envergadura do Conexão Empresarial” João Dória Júnior, presidente do Grupo de Líderes Empresariais

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