Carreira com a bola toda

Jornalista se diz empolgado com a oportunidade de narrar partidas, e revela que locução era um sonho profissional

iG Minas Gerais | luana borges |

Realização. Alex Escobar conta que tem feito várias narrações-piloto para se preparar para as transmissões da Copa
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Realização. Alex Escobar conta que tem feito várias narrações-piloto para se preparar para as transmissões da Copa

Simpatia é a marca registrada de Alex Escobar. Foi com esse mesmo jeito despretensioso e bem-humorado que o apresentador foi, aos poucos, galgando seu espaço na televisão. De comentarista do SporTV, passando pelo bloco de esportes do “Bom Dia Brasil” – telejornal matinal da Globo –, até chegar ao comando do “Globo Esporte”, Escobar participa agora, pela terceira vez, da cobertura de uma Copa do Mundo. Mas em uma nova função. Além de estar à frente do “Central da Copa” ao lado de Tiago Leifert, ele vai narrar cinco jogos do Mundial. “Costumo dizer que, abriu a porta, eu entro. Estou sempre aberto a novidades, gosto muito”, empolga-se. Na verdade, o grande sonho profissional de Escobar era ser locutor de rádio. Objetivo que não demorou muito a alcançar. Começou trabalhando nas madrugadas da JB FM, até que se tornou apresentador do “Rock Bola”, da Rádio Cidade. “Eu estava lá em Bangu, começando a vida, com as dificuldades que são impostas a quem é de lá. Para mim, ser locutor de rádio estava bom para caramba”, recorda ele, que foi nascido e criado no bairro do subúrbio do Rio de Janeiro. Por isso mesmo, Escobar se surpreende com a trajetória ascendente que vem construindo na Globo. “Atingi meu sonho e depois a vida me deu muito mais. Tive muita sorte e, cada vez que surge uma chance nova, como narrar futebol, além de ser uma alegria enorme, eu fico mais confiante”. Esta é a terceira vez que você trabalha em uma Copa do Mundo? O fato de, agora, o Mundial ser sediado no Brasil, muda alguma coisa para você? Essa Copa, para mim, é completamente diferente das outras. Acho que nem tanto por ser no Brasil, é só uma questão pessoal mesmo. A grande diferença é que eu vou, pela primeira vez, narrar. E isso para mim já é completamente diferente. Na primeira Copa, eu estava no SporTV como comentarista de jogo, na última, fui como representante do “Bom Dia Brasil”, e, dessa vez, vou fazer o “Central da Copa” como apresentador. Mas tenho de me preparar para narrar cinco jogos, o que é uma novidade. E como foi esse processo de preparação? Eu sou um cara abençoado com relação à fonoaudiologia. A minha preparação foi mais em ficar solto, em entender o ritmo do jogo, dar o tom certo para a partida. São coisas que só a experiência vai trazer. Fiz alguns jogos do Campeonato Carioca e do Campeonato Brasileiro como teste. Assisti a eles depois e percebi que, em alguns momentos, eu poderia ter sido um pouco mais incisivo, em outros, estava falando demais, podia ter dado um tempo. Preciso entender o meu ritmo dentro do ritmo do jogo, mas isso só vem com rodagem mesmo. Estou treinando há quase um ano, fazendo pilotos atrás de pilotos. Por que você foi escalado para ser o novo narrador da Globo? Eu sempre manifestei meu desejo de trabalhar em jogo de futebol. Antes de ir para a Globo, fiquei cinco anos comentando futebol no SporTV e sentia saudade. Quando está acontecendo um evento esportivo, a história se forma naquele momento e você a conta pela primeira vez para as pessoas que estão assistindo. É gostoso demais! Várias emoções acontecem no meio de um jogo. E é muito claro que os ex-jogadores são os comentaristas de futebol hoje. Essa é a tendência. E acho que essa oportunidade foi uma forma de a direção dizer para mim: “Tem uma chance de fazer o que você quer: trabalhar em um evento esportivo como narrador. Topa?”. E eu topei. Você já havia narrado outros esportes na Globo, como ciclismo, natação e maratona. Sente que a pressão é maior quando se trata de futebol, já que é o esporte mais assistido pelos brasileiros? Sim. É uma responsabilidade enorme, tem uma pressão maior. Minha introdução ao mundo da narração foi através de outros esportes, em eventos do “Esporte Espetacular”. Mas faltava o futebol, que é a paixão do povo. São 90 minutos de jogo, exige uma preparação, um condicionamento melhor, algo que, no entendimento da direção, aconteceu no Campeonato Carioca.

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