Banquete mais do que fino

Na pele da Roberta de “O Rebu”, Mariana Lima exalta o tom experimental da próxima novela das 23h da Globo

iG Minas Gerais | geraldo bessa |

Experiência. Mariana conta que amadureceu muito desde sua estreia em “O Rei do Gado”, em 1996
Marcelo Correa
Experiência. Mariana conta que amadureceu muito desde sua estreia em “O Rei do Gado”, em 1996

Mariana Lima é do tipo que analisa com cuidado os convites de trabalho que aparecem. O teor artístico dos projetos é o que conduz sua carreira. Por conta disso, produzir arte com um grupo de amigos que quer ir além do óbvio torna-se um prato cheio para atriz. E é exatamente dessa forma que ela enxerga sua participação em “O Rebu”, próximo remake das 23h, que tem estreia prevista para o dia 14 de julho. “Toda a ação da novela se passa em apenas algumas horas. A ideia era ousada para os anos 70 e continua sendo. Tudo tem relevância e profundidade. Nunca fiz nada parecido na TV”, conta.

Na pele da promoter Roberta, Mariana estará à frente de tudo o que é relacionado à misteriosa festa na casa da poderosa Ângela, de Patrícia Pillar, uma reunião de personalidades, milionários e tipos excêntricos, regada a álcool, drogas e sexo. O resultado da celebração é o súbito assassinato de um dos convidados. “Roberta é uma mulher em explosão, pilhada. Por ser muito íntima de Ângela e saber muito sobre as pessoas que foram convidadas, acaba tornando-se uma provável suspeita do crime”.

Escrita originalmente por Bráulio Pedroso, em 1974, a nova versão é assinada por George Moura e Sérgio Goldenberg. E conta com dois velhos conhecidos de Mariana na direção: José Luiz Villamarim e Walter Carvalho, que ela conheceu quando estreou na TV, na pele da ingênua Liliana de “O Rei do Gado”, de 1996. Os olhos de ressaca, a indefectível pinta no canto da boca e a ironia fina da atriz continuam intactas. Mas, aos imperceptíveis 41 anos, Mariana mostra o quanto amadureceu. A jovem experimental que não se adaptou à TV e emendou peças “cabeças” e conceituais ainda existe, mas ganhou versatilidade, confiança e calma para administrar as dubiedades da carreira de atriz. “Eu era muito rebelde quando fiz ‘O Rei do Gado’. Sofria por estar na TV e foi tudo muito angustiante. Depois, fui chamada para fazer coisas que não gostei tanto. Mas, há alguns anos, tudo começou a mudar”, explica. O ponto de virada foi a novela “Cordel Encantado”, de 2011. Desde então, Mariana está cada vez mais presente nos estúdios de TV, em séries como “O Brado Retumbante” e “Sessão de Terapia”, do GNT.

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