Na bola ou no apito!

iG Minas Gerais |

O aperto que a seleção brasileira passou no amistoso de ontem contra a Sérvia serviu para diminuir o “oba-oba” que vem marcando os treinos do time comandado por Luiz Felipe Scolari. Faz lembrar a farra em Weggis, na Suíça, em 2006, antes da ida para a Alemanha. Importante lembrar que a Sérvia tem o futebol mais competitivo entre todos os países que formavam a Iugoslávia. O time do Leste europeu só ficou fora da Copa do Mundo por causa de uma derrota de 2 a 0 em Zagreb para a grande rival, Croácia, outro país importante que compunha a República Socialista da Iugoslávia até 1992. Mas o favoritismo absoluto brasileiro para ganhar a Copa não sofre nenhum arranhão por causa desse sufoco tomado dos sérvios em pleno estádio do Morumbi. Na hora “agá”, sempre surge um gol salvador como o do Fred nesse jogo, trocando de perna para o chute, enganando o zagueiro. E, quando não há um gol assim ou que nasce da genialidade de algum jogador, aparece um apito amigo para desequilibrar a favor da seleção canarinho, e a história mostra isso. Os árbitros que apitam jogos da seleção agem de forma muito parecida com os “apitadores” mineiros que dirigem as partidas de Atlético e Cruzeiro contra os demais concorrentes no Campeonato Estadual.

Semelhanças. O mesmo acontece, muitas vezes, quando árbitros brasileiros apitam os jogos de Atlético e Cruzeiro contra qualquer grande de Rio ou São Paulo. Na dúvida, apita-se a favor do mais badalado ou mais forte nos bastidores. Na Copa de 2002, lembro-me, sem pensar muito, de dois erros graves a favor do Brasil: Estreia contra a Turquia e um 2 a 0 sobre a Bélgica nas oitavas.

Vistas ruins. Os turcos venciam por 1 a 0 jogando muito bem. Ronaldo empatou, e, aos 41 do segundo tempo, o árbitro sul-coreano Kim Young Joo inventou um pênalti em Luizão, que sofreu falta fora da área. Rivaldo bateu e fez 2 a 1. Nas oitavas foi pior: os belgas abusavam de perder gols. O juiz invalidou erradamente um gol belga e, no segundo tempo, foi 2 a 0 para o Brasil.

Pelo mérito. Não só pelos grandes jogadores, por jogar em casa e também por erros (ou outra coisa) a favor que vejo o Brasil como o maior favorito. E não entro nessa de “nacionalismo”. Gosto de ver bom futebol e que o melhor vença. Sem essa de “pátria de chuteiras”, que torcer pela seleção seja patriotismo e tantas coisas que se lê.

Cidadania. Concordo com o leitor Luiz G. Costa que escreveu: “Garantidos quase todos os ingressos vendidos, a maior audiência de um evento mundial em toda a história, os patrocínios mais caros, os jogadores mais valorizados de todos os tempos… Só faltou o Brasil ter infra pra ficar marcado como um bom lugar pra se viver, pra se investir e ser um cidadão. A politicagem e a picaretagem atrapalharam”.

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