Usuários reclamam de nova sinalização em ciclovia na Savassi

Segundo ciclistas, balizadores podem causar acidentes com bicicletas

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Diferentes. Balizadores que foram instalados aumentam o risco de acidentes, segundo os ciclistas
Mariela Guimarães
Diferentes. Balizadores que foram instalados aumentam o risco de acidentes, segundo os ciclistas

Já sem espaços na maioria das ruas, ciclistas que circulam pela rua Professor Morais, na Savassi, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, reclamam da instalação de balizadores na ciclovia do corredor, no quarteirão entre as ruas Tomé de Souza e dos Inconfidentes, após a finalização da obra de um hotel. Já órgãos de segurança e de regulação demoram para entrar em um consenso a respeito da responsabilidade de fiscalização e de cobrança dos responsáveis. A queixa começou com a obra de um hotel que ocupou parte da ciclovia. Após a conclusão da intervenção, ciclistas que se reúnem uma vez por mês tiveram que solicitar a recuperação do espaço. “Na última reunião, falamos sobre a obra e de como ela estava prejudicando a ciclovia. A partir disso, cobramos uma posição do hotel, e, dias depois, eles refizeram a via”, explica o engenheiro químico, Vitor de Oliveira Campos, 25. Mas os problemas não pararam por aí. Em página do grupo Massa Crítica – que defende o uso de bicicletas como forma de transporte na cidade –, pessoas que utilizam a ciclovia postaram reclamações sobre os balizadores que foram instalados no local revitalizado, como forma de evitar que os carros invadam a área delimitada para as bicicletas. “Os balizadores reduzem o nosso espaço e podem causar acidentes”, diz Campos. Aprovado. A construtora Patrimar, responsável pela construção do hotel e pela reforma da ciclovia, informou, por meio de nota, que contratou uma empresa credenciada pela BHTrans para fazer o serviço. No texto, a empresa afirma que os equipamentos foram inseridos seguindo o projeto sugerido e aprovado pelo órgão municipal. O problema é encontrar quem é responsável por fiscalizar se a obra está correta ou não. Para a Polícia Militar, adulteração de sinalização não é passível de multa, e eles só poderiam agir em caso de flagrante. Já para a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), como multas e possíveis penalidades são competência da PM, eles não fazem essa fiscalização. Segundo a prefeitura, as regionais deveriam fazer a verificação. De acordo com a Regional Centro-Sul, colocar obstáculos em endereço público é infração ao Código de Posturas do município e pode gerar multa de R$ 252,40. Após o contato da reportagem, a regional informou que fará uma fiscalização no local, e, se constatada a irregularidade, o responsável será autuado.

Hotel alega que mudança era necessária O Hotel Holiday Inn informou que as obras foram feitas pela construtora responsável pela edificação. De acordo com o diretor de marketing, Marcus Nunes, como os donos do estabelecimento não tiveram participação direta na construção, não tiveram acesso às obras na ciclovia. Segundo Nunes, a ciclovia foi inutilizada durante os dois anos da construção – para que caminhões passassem com material – e refeita ao fim da obra. “Não temos detalhes, mas a revitalização da ciclovia terminou há três dias”, disse.

Flash 1 O bikeboy Washington Brian, 28, que usa as ciclovias para trabalhar, diz não se incomodar com os balizadores. “O problema são as pessoas que estão começando (a usar bicicletas)”, pontua.

Flash 2 Na página do grupo Massa Crítica, alguns ciclistas afirmaram ter relatado o caso da ciclovia da rua Professor Morais à BHTrans. A autarquia, no entanto, afirmou nessa sexta que não havia recebido nenhuma informação sobre o problema.

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