Praça da Estação mais aberta

Prefeitura pretende alterar as regras de ocupação dos espaços para incentivar pequenos eventos

iG Minas Gerais | Camila Bastos |

Ocupação. Movimentos com o Praia da Estação nasceram após mudanças nas regras para eventos em um dos principais espaços do centro
DENILTON DIAS / O TEMPO
Ocupação. Movimentos com o Praia da Estação nasceram após mudanças nas regras para eventos em um dos principais espaços do centro

A Prefeitura de Belo Horizonte pretende alterar as regras de ocupação cultural nos arredores da praça da Estação, no centro da capital. Para isso, um programa intitulado Zona Cultural deve ser lançado ainda neste ano. O objetivo é estimular a realização de pequenos e médios eventos, priorizando produtores e artistas locais, que se tornaram praticamente inviáveis com um decreto de 2010 da própria prefeitura que impôs várias condições para a realização de apresentações nos locais.  

A ação surgiu a partir do antigo projeto do Corredor Cultural, que previa várias intervenções urbanísticas na área. Apresentado em 2012, o corredor não recebeu verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas e, por isso, foi readaptado.

A ideia é transformar a região entre a avenida dos Andradas, na altura da rua Varginha, no bairro Floresta, até as proximidades do Parque Municipal, além da rua Sapucaí, em uma zona de interesse cultural. Ainda não há orçamento definido para o projeto. “A promulgação do decreto vai garantir o uso cultural da praça da Estação. A data (da promulgação) depende ainda de um tramite interno, mas acredito que será em breve”, disse o assessor de projetos estratégicos da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Alvaro Sales.

Segundo integrantes da Comissão de Acompanhamento do Corredor Cultural Praça da Estação, que monitora o desenvolvimento do projeto, durante reunião, a prefeitura teria apresentado um orçamento de R$ 500 mil para a ação.

Histórico. Os eventos chegaram a ser proibidos pela prefeitura na praça da Estação em 2009. Após protestos de movimentos culturais, o Executivo liberou, em 2010, as atividades, mas com várias recomendações e obrigações que deveriam ser cumpridas pelos organizadores. “Isso aumentou demais os custos. O espaço da praça da Estação acabou ficando restrito a grandes eventos, que são patrocinados”, disse uma produtora cultural da capital, que pediu anonimato.

Além da volta dos pequenos eventos, também estão previstas melhorias nas calçadas, na iluminação e a sinalização de prédios e de monumentos. Do projeto antigo, apenas a revitalização da antiga Hospedaria, na rua Aarão Reis, está em andamento.

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