Estudo vai detalhar fluxo de caminhões nas áreas urbanas

Ideia é conhecer logística do sistema e traçar estratégias para minimizar impacto no trânsito

iG Minas Gerais | Joana Suarez |

Trânsito. Avenida Pedro II estreia faixa exclusiva para ônibus
MARIELA GUIMARAES / O TEMPO
Trânsito. Avenida Pedro II estreia faixa exclusiva para ônibus

O trânsito já complicado dentro das cidades por conta do grande número de carros em circulação ganha agravantes trazidos por veículos pesados. Mais lentos, em elevada quantidade e muitas vezes estacionados em locais proibidos ou em pistas estreitas para carga e descarga, eles trazem prejuízos para a mobilidade.Para otimizar a logística de entregas e, consequentemente, melhorar a mobilidade, será realizada no segundo semestre a primeira pesquisa de Origem e Destino de Transportes de Cargas na região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo é traçar o perfil dos veículos de grande porte em circulação nos centros urbanos – apenas na capital são 1.200 por dia – e adotar medidas para reduzir seus impactos.

Conforme o diretor de planejamento da Agência Metropolitana de Belo Horizonte, Charliston Moreira, a partir desse diagnóstico serão criadas novas políticas para o transporte de carga. Uma das propostas é a criação de centros de consolidação de cargas em rodovias de acesso à capital. Já há um projeto de três plataformas: na BR–040, em Ribeirão das Neves, sentido Sete Lagoas, na BR–381, em Betim, sentido São Paulo, e em Sabará, sentido Vitória. A ideia é que os veículos de grande porte descarreguem nesses centros, e os materiais sigam para a cidade em caminhões menores. “Há cerca de três anos estamos brigando para ter esses centros porque a capital restringe cada vez mais a circulação de caminhões. O fluxo de cargas faz parte do desenvolvimento da cidade. Essa pesquisa será fundamental para mostrar onde devem ser implantados os centros”, disse o consultor técnico do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Minas (Setcemg), Luciano Medrado. A entidade se reuniu nessa sexta com a BHTrans e a Agência Metropolitana para discutir a pesquisa. “A intenção é aumentar a eficiência do transporte e reduzir o fluxo pesado na área urbana. É possível, por exemplo, que um caminhão menor leve diferentes cargas para um mesmo endereço”, explicou Moreira. Segundo ele, a pesquisa custará cerca de R$ 800 mil, financiados pelo Fundo de Desenvolvimento Metropolitano. O prazo de realização é de oito meses. Estudo. A última pesquisa Origem e Destino de Transporte Público e Privado apontou que os caminhões são cerca de 40% dos veículos no contorno da região metropolitana, inclusive no Anel Rodoviário. O estudo agora vai traçar, além de origem e destino, o volume, tipo, seguimento e valor das cargas. A análise dele vai permitir a elaboração do Plano Estratégico de Logística de Transporte, incluso no Plano Metropolitano de Mobilidade, que vai definir diretrizes e ações voltadas para a melhoria do tráfego.  

Saiba mais Vagas. O perímetro dentro da avenida do Contorno tem 693 áreas de carga e descarga – elas suportam 1.400 caminhões. Restrições. A política em vigor para o fluxo de cargas abrange só o hipercentro da capital – veículos acima de 5 t ou com mais de 6,5 m são proibidos entre 7h e 20h. Recursos.As 34 cidades da região metropolitana depositam verba anualmente no Fundo de Desenvolvimento Metropolitano. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave