A hora e a vez de Rufo Herrera e seu bandoneón argentino

Quinteto Tempos volta à ativa com apresentação na Série de Concertos Manhãs Musicais na FEA

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |



Herrera quer dedicar nova fase do Quinteto a composições próprias
Natalia Torres
Herrera quer dedicar nova fase do Quinteto a composições próprias

Formado em 1992, o Quinteto Tempos se encontrava parado há quase dois anos, devido a um acidente de carro com um de seus integrantes. Em 2014, porém, o grupo de música contemporânea idealizado pelo argentino Rufo Herrera está voltando à ativa e se apresenta amanhã, às 11h, na Série de Concertos Manhãs Musicais da Fundação de Educação Artística.

O repertório vai incluir duas composições inéditas de Herrera, “Suíte Austral” e “Mantras”. Além delas, o público vai poder conferir “Kósmitos”, gravada no segundo álbum do quinteto, e “Vagalume”, inédita em apresentações ao vivo.

As obras não foram selecionadas ao acaso. Segundo o argentino, nesta “nova fase” do grupo, o Quinteto pretende retornar às composições próprias e a um trabalho mais autoral. “Nós passamos muito tempo tocando compositores como Hermeto Pascoal, Villa-Lobos, Piazzolla, mas agora quero voltar a trabalhar minha obra com o Quinteto”, revela Herrera.

Ele acrescenta que tocar choros e canções mais populares “com o virtuosismo do músico contemporâneo” foi importante para a formação de público. “Facilitar a aproximação com o universo contemporâneo e tocar música erudita acessível ao público não acostumado com outros tipos de sons sempre foi a prioridade do Quinteto. Agora queremos retomar nosso material que ficou pra trás”, explica.

Esse desejo do argentino de voltar a compor veio também de um renascimento de seu instrumento, o bandoneón, nos EUA, Europa e Ásia. Herrera confessa que a falta de “mercado” e de interessados fez com que ele sempre “adiasse” composições específicas para o bandoneón.

“Ele sempre foi mais associado ao tango, em que ele é um instrumento de conjunto. Não se desenvolveram muitos solistas de bandoneón porque havia meia dúzia de concertos para o instrumento”, analisa.

Com uma nova geração de jovens bandoneonistas, contudo, tem havido uma necessidade de repertório para o instrumento. É por isso que a apresentação de amanhã abre com “Suíte Austral”, um solo de bandoneón, e segue com “Mantras”, um duo de Herrera e seu aluno Francisco César. No mês que vem, o Quinteto apresenta o mesmo repertório no Festival de Música de Outono, em Ouro Preto.

Agenda

O que. Manhãs Musicais com Quinteto Tempos

Quando. Amanhã, às 11h

Onde. Sala Sergio Magnani, Fundação de Educação Artística – rua Gonçalves Dias, 320, Savassi

Quanto. Contribuição voluntária

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave