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“As pessoas crescem convivendo com o poder da palavra e ainda existem alguns que não o possuem”
Priscila Ayub/divulgação
“As pessoas crescem convivendo com o poder da palavra e ainda existem alguns que não o possuem”

Conhecemos a bela Nayara Macedo no Bar do João “Atleticano”, na Savassi, em torno de cervejinhas, sem moderação. Mulher das mais interessantes, de cara e coragem, já recebeu proposta indecente para uma entrevista. Ela estava armada de sua máquina fotográfica, mas a fotografia é apenas um retrato em sua parede. Na verdade, ela é videasta, “sorry”.

Nayara, de onde vem este belo nome? Pelo que me disse dona Lúcia, minha mãe, é um nome indígena, variação de Iara (rainha das águas). Pouca gente sabe, mas meu nome é composto, e logo atrás do Nayara vem um Tatiene muito simpático. Qual sua formação em fotografia? A fotografia apareceu por acaso. Quando ainda era estudante de cinema, ganhei um curso de fotografia e vi a chance de amar as duas coisas. Aí, a publicidade entrou na minha vida e reafirmou o interesse na área. Tive também uma professora particular, Priscila Ayub, uma das fotógrafas mais sensíveis que conheço. Além disso, a prática, o interesse e a vontade. Onde trabalha e o que anda fazendo recentemente? Resolvi entrar no mundo do empreendedorismo há pouco tempo. Hoje, a Maçã Verde – Fotografia Infantil e o Depois das Seis – Estúdio Criativo são a minha vida. Na Maçã, trabalho em parceria com Priscila Ayub. No Estúdio, além de Priscila, trabalham Gabriela Ferrer, Lica Oliveira e Thaísa Pires. Todas elas são parte fundamental no meu trabalho. Recentemente, a fotografia foi “personagem” decisivo no filme “A Vida Secreta de Walter Mitt”. A fotografia tem seu valor reconhecido como grande arte? Tem sim. De uns tempos pra cá, temos visto fotógrafos investindo cada vez mais em ensaios artísticos, além do crescimento constante de editais e concursos voltados para o tema. Acredito que, com a tecnologia ao alcance de todos, acabou se fazendo necessário valorizar aqueles que se comprometem com a profissão. Isso tem acontecido em várias áreas e aqui não é diferente. Quais seus fotógrafos favoritos? Helmut Newton, por revolucionar a fotografia publicitária. Uma imagem vale mais que mil palavras? As pessoas crescem convivendo com o poder da palavra e ainda existem alguns que não o possuem. Transferir esse poder para uma imagem é para poucos, mas é possível sim. Qual sua melhor foto? Já ganhou algum prêmio? Ganhei um único prêmio no concurso “Olhares Sobre o Maletta”. Na época, morava no edifício e a minha foto foi a vencedora. Acho que foi a minha melhor foto. O que acha da moda dos “selfies”? “Um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama”. Una a profecia de Warhol a jovens carentes de atenção, as câmeras simples e de qualidade razoável e as plataformas de alcance mundial. Pronto, este é o “selfie”. Você cobriria um conflito, uma guerra, no estilo Robert Capa? Adoraria ter fotos de conflitos em meu portfólio, mas assumo sem problemas que me falta coragem. Ainda. O Brasil atual inspira uma foto em P&B ou colorida? Colorida. Para mim, a fotografia em P&B pede sensibilidade extra. O Brasil não tem merecido essa sensibilidade.

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