Canalização de gás avança em BH

Gás encanado pode ser até 30% mais barato que o de botijão, e cliente paga depois que usa

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |


Quebradeira.


 Ruas do bairro Betânia, em BH, já estão sendo perfuradas pela Gasmig
DENILTON DIAS / O TEMPO
Quebradeira. Ruas do bairro Betânia, em BH, já estão sendo perfuradas pela Gasmig

Boa parte de Belo Horizonte está sendo furada para instalação de um gasoduto da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), que vai levar gás natural às residências e estabelecimentos comerciais, em substituição ao gás de cozinha. Estão sendo realizadas obras em bairros como Belvedere, Lourdes, Betânia e até no Vila da Serra, em Nova Lima, na região metropolitana.

O gasoduto será um anel em torno da capital, percorrendo 19 quilômetros. O tubo de aço pelo qual o gás passa é enterrado a uma profundidade mínima de 1 metro.

Em panfletos distribuídos nas casas da região por onde passa a obra, a Gasmig convida os moradores a agendar uma reunião para que possa explicar os benefícios da substituição do gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo, ou GLP) pelo gás natural. E ainda convoca donos de academias, padarias e outros estabelecimentos comerciais a conhecer o sistema.

Por ser mais leve que o ar, o gás natural é mais seguro que o de botijão. “Ele não se acumula no ambiente. Já o gás de cozinha, por ser mais pesado que o ar, tem mais risco de explosão. Outra vantagem do gás natural é a comodidade. Não é necessário trocar botijão, pois ele é canalizado”, ressalta o gerente de projeto de implantação do gás residencial da companhia, Marcelo Sant’Anna.

Na avaliação do gerente da Gasmig, outro ponto a favor do gás natural é que o consumidor só paga depois de consumir. “E ele pode chegar a ser até 30% mais barato que o gás convencional”, diz.

A Gasmig investiu neste ano, até abril R$ 7,5 milhões na expansão da rede de distribuição de gás natural na capital e em Nova Lima. O resto do investimento total previsto para 2014, que é de R$ 56,5 milhões, será concentrado no segundo semestre. O investimento está sendo realizado com recursos próprios da companhia, além de parcela proveniente do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Durante a Copa do Mundo as obras ficarão suspensas. Depois do Mundial, começam as intervenções nos bairros Sion, Cruzeiro e São Pedro, todos na região Centro-Sul. O projeto contempla 22 bairros de Belo Horizonte e Nova Lima.

Projeto piloto. O investimento começou em agosto de 2012, com o início da implantação de 10 km de rede no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul da capital, que foi a primeira fase do projeto. Hoje já há 3.500 clientes cadastrados na Gasmig, e 1.300 já consomem o gás natural em suas casas. O primeiro usuário foi o Minas Tênis Clube I, e, em seguida, um prédio residencial.

Além da chamada “rede de aço”, o anel de 19 km de extensão, serão mais 253 km da rede de polietileno, que são as ramificações saem para as ruas dos bairros. “A ideia é que, até 2017, 40 mil clientes residenciais estejam ligados ao sistema”, ressalta.

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