Linhas com cerol tiram do ar dois helicópteros da Polícia Militar

Eixo das aeronaves foi danificado em pleno voo, colocando em risco a tripulação

iG Minas Gerais | Gustavo Lameira |

Além dos motociclistas, vítimas frequentes do cerol, helicópteros da Polícia Militar foram danificados por linhas cobertas com a perigosa mistura de vidro e cola. De acordo com o Comando de Patrulhamento Aéreo (Corpaer), duas das 11 aeronaves da corporação foram atingidas nos últimos 30 dias.

Conforme o major e piloto Silvano Pimenta, o dano aconteceu em pleno voo. "Os policiais não perceberam que a linha havia prejudicado o aparelho. Foi o procedimento de inspecionar o helicóptero antes e depois do atendimento às ocorrências que fez com que o problema fosse detectado". Uma espécie de eixo que controla o movimento e direciona as pás rotativas foi danificado nas duas aeronaves.

Para o helicóptero esquilo, modelo francês (AS 350 B3 ) coube substituição da peça. Já no modelo Jet Ranger, de fabricação americana, o eixo teve que ser substituído. O conserto vai custar cerca de R$ 15 mil, mais o prejuízo de duas aeronaves a menos a serviço da segurança da população mineira.

O uso do cerol já é proibido em Contagem através da Lei Municipal nº 3758, de 5 novembro de 2003. A proposta do vereador diz que no texto legal, que proíbe a venda de cerol, se inclua também a “linha chilena” que é artefato nocivo e muito perigoso.