Reportagem cita trânsito “insuportável” e estresse de motoristas

Jornal argentino se refere a BH como ‘terra convulsionada’

iG Minas Gerais | LUCIENE CÂMARA |

Reportagem pode ser vista no site do jornal argentino
REPRODUÇÃO/CLARIN.COM
Reportagem pode ser vista no site do jornal argentino

O “Clarín”, jornal de maior circulação na Argentina, publicou nesta sexta-feira (6) reportagem em que chama Belo Horizonte – cidade onde a seleção do país vai se hospedar a partir da próxima segunda-feira (9) – de “terra convulsionada”. Assinada por Daniel Avellaneda e com o título “Piquetes, protestos e medo de vandalismo na casa argentina no Mundial”, a matéria aborda aspectos como o trânsito “insuportável” e o nervosismo dos motoristas.

O texto começa descrevendo o barulho ensurdecedor com o qual turistas vão se deparar ao desembarcar em meio às obras do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana. Avellaneda cita o protesto que ocorreu da última quarta-feira na MG–010 – caminho entre o terminal e Belo Horizonte –, interditada por professores durante cerca de quatro horas. O texto diz que a Polícia Militar (PM) intercedeu na manifestação e foi alvo de críticas sobre o “excessos” na atuação.

O jornal argentino cita a saída do coronel Antônio de Carvalho, chefe do Comando de Policiamento Especializado, na quinta-feira (5), “suspeito de tomar partido dos grupos políticos que colocam a realização da Copa em xeque”, segundo o texto. O “Clarín” critica a entrada do novo comandante, coronel Ricardo Machado, às vésperas da Copa, e o medo dos proprietários de concessionárias, que estão se blindando.

Segundo o repórter, a casa do Cruzeiro e do Atlético não escapa aos reflexos de um país que vive sob tensão social, provocada pela Copa. A matéria termina comentando o arsenal da polícia para conter as manifestações, como granadas explosivas, bombas de gás lacrimogêneo e “fuzis”. Resposta

Polícia Militar (PM) informou estar “perplexa” com as críticas feitas pelo jornal “Clarín” e negou que militares tenham se excedido ao conter professores em protesto na MG–010.

O assessor de comunicação da PM, tenente-coronel Alberto Luiz Alves, informou que “não é verdade” que o coronel Carvalho saiu do cargo por suspeita de apoiar qualquer tipo de grupo. “Ele saiu por escolha pessoal”, disse.

Alberto Luiz ressaltou que Ricardo Machado, que assumiu o posto de Carvalho, tem preparo e que a PM tem arsenal baseado em protocolo internacional, que não será usado contra “quem queira se manifestar pacificamente”.

Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) e a Infraero não comentaram as críticas sobre trânsito e obras no aeroporto, respectivamente.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave