Policiais farão segurança dentro de escola em Santa Luzia

Reunião entre pais, policiais, diretoria e Secretaria de Educação também definiu a transferência de alunos e implantação de programa para combate às drogas; funcionários paralisaram aulas após escalada de violência

iG Minas Gerais | BERNARDO ALMEIDA |

Policiais terão acesso ao pátio da Escola Estadual José Dias Bicalho, para reforçar a segurança a funcionários e alunos do colégio de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A medida foi anunciada em reunião nesta semana, que contou com a presença de pais, funcionários, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Educação. Além disso, os pais de dois alunos foram orientados a transferi-los para outros colégios, e outros casos também podem seguir o mesmo rumo.

“Nós estamos analisando o histórico de casos mais graves, e outros estudantes também podem ser transferidos’, disse o diretor da escola, Tarlei dos Santos. Ele se mostrou otimista com as medidas tomadas na reunião, em especial a maior participação dos pais.

A Polícia Militar também trabalha nesse sentido, através da implantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), a partir do dia 14 de julho.

“O Proerd será aplicado tanto aos alunos quanto aos pais, com a realização de oficinas e ações educativas dentro das escolas, além de visitas aos pais, para motivá-los a participar mais e acompanhar o desempenho dos filhos”, explicou o tenente Rodrigo Lima Ferreira, comandante do batlhão da PM responsável pelo patrulhamento da região, que informou que o programa será introduzido, inicialmente, para estudantes do sétimo ano.

A dona de casa Mara Beatriz, 45, mãe de uma aluna de 13 anos da EE José Dias Bicalho, se diz otimista com as mudanças propostas. “A escola é um ambiente de aprendizado, a educação mesmo começa em casa, com o respeito ao próximo, aos mais velhos, ao que é da comunidade, e as atitudes dos estudantes representam a criação dada pelos pais. A gente fica com medo porque, em caso de uma briga, uma confusão, nossos filhos podem não estar envolvidos, mas acabam sendo vítimas dessa violência”, revela Mara Beatriz, que estudou no mesmo colégio quando criança. 

Além de promover maior participação dos pais, a PM também vai reforçar a orientação a funcionários e professores. “Foram marcadas reuniões, de forma preventiva, para explicarmos para os professores a diferença de um ato de indisciplina para um ato infracional, mais grave, e explicar que providências devem ser tomadas adequadamente em cada caso”, aponta o tenente Rodrigo Ferreira.

“Muitas vezes, os professores lidavam com atos infracionais como se fossem mera indisciplina, o que aumentava a sensação de insegurança”, completa o comandante da PM no local.

Relembre o caso

No dia 28 de maio, os funcionários da escola resolveram suspender temporariamente,  por três dias, as aulas em função dos casos de furto de materiais pedagógicos, ameaças aos educadores e brigas entre estudantes. Um dia depois, no entanto, as aulas foram retomadas, diante do compromisso da reunião realizada esta semana.

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