Hitler dormia na hora da invasão; veja 9 histórias sobre o Dia D

Bem-sucedido, a manobra estabeleceu um novo front na guerra, aliviou a União Soviética no leste e selou, menos de um ano depois, a derrota da Alemanha nazista

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

IMPERIAL WAR MUSEUMS/REPRODUÇÃO
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Maior operação militar da história, o Dia D começou nas primeiras horas de 6 de junho de 1944, com bombardeios dos aliados sobre as posições alemãs, lançamento de paraquedistas e, enfim, o desembarque da infantaria nas praias francesas.

Bem-sucedido, o Dia D estabeleceu um novo front na guerra, aliviou a União Soviética no leste e selou, menos de um ano depois, a derrota da Alemanha nazista.

1) Blefe

Enquanto planejavam atacar o litoral francês, os aliados desviaram a atenção dos alemães para outro criando uma divisão repleta de blindados e tanques... infláveis. O mais impressionante no plano não é sua engenhosidade, mas sim o fato de que ele funcionou! As tropas de Hitler não conseguiram perceber a diferença e mandaram homens pra área

2) Carregadores de piano

Graças a produções como "O Resgate do Soldado Ryan", o imaginário registra o Dia D como uma ação sobretudo dos EUA. No entanto, a invasão foi predominantemente britânica. O plano da operação foi de um general londrino e, dos 1.213 navios de guerra envolvidos, 892 eram britânicos, assim como 3.261 dos 4.126 veículos de desembarque

3) Café au lait

Diferentemente do que costumam contar os franceses, o papel da resistência francesa na libertação do país foi limitado. Sem treinamento ou armas para fazer frente aos alemães, eles tinham pouco poder de fogo para a batalha, embora tenham sido úteis na sabotagem das ferrovias

4) Um oceano nos separa

Apesar do que pressupõe a palavra "aliados", americanos e britânicos se desentendiam toda hora durante a batalha do Dia D. Tinham estratégias e modos de atuar diferentes, e se acusavam mutuamente de não estarem se apoiando com todo o esforço possível

5) X-9 à francesa

Desafeto do presidente americano Franklin Roosevelt, o general Charles de Gaulle, líder da resistência francesa no exílio, sequer foi informado do planejamento do Dia D. Os anglo-americanos achavam que os franceses acabariam dando com a língua nos dentes

6) O sono do Führer

Os assessores do ditador alemão Adolf Hitler não quiseram acordá-lo para alertar sobre a invasão aliada. Quando ele finalmente despertou, às 10h, as tropas já haviam tomado as praias

7) E assim o general perdeu a guerra

Sorte também é uma arma. No Dia D, o marechal encarregado de preparar a defesa das tropas alemãs estava de folga. Não bastasse, ele tinha viajado para a Alemanha. Outro ausente foi o chefe da única divisão de blindados alemães de toda a zona do desembarque. No Dia D, ele estava em Paris visitando a amante. E com o rádio desligado

8) Alto lá, Winston

Comandante da máquina de guerra britânica, o primeiro-ministro Winston Churchill queria pisar na Normandia com o rei George 6º já no Dia D, junto com as tropas. Menos impetuoso, o monarca enviou uma carta em que demove o premiê da ideia e, basicamente, informa que não quer os dois morram.

Diz a carta: "Eu não preciso enfatizar o que significaria para mim pessoalmente, e para toda a causa aliada, se nesse momento, uma eventual bomba, torpedo ou mesmo uma mina o tirasse de cena; igualmente, uma mudança de soberano nesse momento seria uma séria questão para o país e para o império. Ambos, eu sei, adoraríamos estar lá, mas, com toda a seriedade, eu lhe pediria para reconsiderar seu plano"

9) Mágoa vermelha

Na Rússia, há um certo ressentimento em relação à popularidade do Dia D, que recebe muito mais atenção do que o mais sangrento front no leste, travado entre União Soviética e Alemanha. A URSS foi o país que mais sofreu baixas no conflito, que lá é conhecido como Grande Guerra Patriótica, e não Segunda Guerra Mundial

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