Atividades na terceira idade

iG Minas Gerais | Dr. Telmo Diniz |

O incontestável o crescimento da população acima dos 60 anos no Brasil. Estamos nos tornando uma população de idosos, de forma exponencial, mas espero não de enferrujados. Quando era mais jovem, costumava ouvir das pessoas de mais idade: “quando eu me aposentar com meus 40 e poucos anos, quero mais é colocar um chinelão de dedo e ficar balançando na cadeira do vovô”. Era o sedentarismo precoce instalado, que acarretava, com o tempo, inúmeros problemas de saúde.   Resultados publicados esta semana na conceituada revista americana “Jama”(Journal of American Medical Association) reforçam a necessidade de atividade física frequente para nossos pais idosos, avós e, é claro, nós mesmos. Exercício regular, incluindo caminhadas, reduz significativamente a chance de uma pessoa idosa frágil ficar fisicamente inválida, concluiu o estudo, que é um dos maiores e mais longos realizados até hoje.   Problemas de saúde relacionados com a falta de atividade física incluem: Redução progressiva da massa muscular, que chamamos de sarcopenia – aquele velhinho que fica com perninhas de “cambito” e sem força. Redução da massa óssea, que significa, em última análise, uma osteoporose, sendo sua maior expressão e complicação a fratura do osso, que ocorre muito comumente em mulheres. Piora progressiva da circulação, com aumento e deposição de gorduras saturadas nas artérias, com agravamento da aterosclerose, que pode evoluir para um declínio cognitivo, em outras palavras: demência. Perda do poder de combate aos radicais livres, o que leva ao envelhecimento sistêmico e progressivo, ou seja, ocorre redução da expectativa de vida da pessoa (justamente o que fala e conclui o estudo). Da mesma forma, o sedentarismo aumenta de forma exponencial casos de estresse, ansiedade e depressão. Por fim, o enrijecimento das articulações e ligamentos, levando à artrose. Não preciso de dizer que quem não se movimenta vai empenando.    O que interessa mesmo é que, quando uma pessoa de mais idade, com adequado acompanhamento, por profissional habilitado, é incentivado a realizar uma atividade física condizente com a sua atual condição clínica, ganha benefícios diversos a sua saúde. A citar: musculatura hígida e fortalecida; ossos fortes; boa memória e maior lucidez; mais tempo de vida, em qualidade e quantidade; ser uma pessoa mais satisfeita, com articulações e ligamentos mais “azeitados”.    Em síntese: Atividade física é, sem dúvida, o melhor remédio contra as doenças da terceira e quarta idades. Se você ainda não começou, ainda é tempo. Já dizia Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Faça uma boa semana.  

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