Pai estupra filha e oferece prancha de cabelo para não ser descoberto

Segundo vítima, abusos começaram quando ela tinha 5 anos; suspeito confessou o crime, mas disse que o estupro foi cometido porque não transava com a companheira e a dona de casa tinha mandado ele procurar a adolescente

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

O Conselho Tutelar de Ubaporanga, no Vale do Rio Doce, entregou ao Ministério Público, nessa quinta-feira (5), um relatório sobre o caso de estupro envolvendo uma menina de 15 anos. A vítima contou à Polícia Militar do município que há dez anos era abusada sexualmente pelo pai e, para que o crime não fosse descoberto, ele chegou a oferecer vários presentes para filha, entre eles uma prancha de cabelo.

De acordo com o boletim de ocorrência da corporação, na última quarta-feira (4), os militares foram procurados pelo conselho. A conselheira Elizabete Souza Oliveira contou que os avós maternos da adolescente ficaram sabendo, pela menina, que, quando ela completou com 5 anos, Pedro Fialho Gomes, de 45 anos, começou a acariciar suas partes íntimas.

“Na versão da garota, ele tirava as suas roupas e alisava seu corpo todo. Em seguida, a menina apanhava para que não contasse nada para a família. Além disso, o pai a ameaçava de morte”, contou Elizabete.

Com o passar dos anos, o suspeito tentou a penetração na filha, mas desistiu depois que ela gritou e disse que sentia dores. Os abusos aconteciam quando a mãe e o irmão da vítima não estavam no imóvel. No entanto, o jovem de 16 anos, que faz uso de remédio controlado, presenciou alguns atos do pai e também foi agredido.

“Quando não batia, ele oferecia presentes, que nunca chegavam, mas, como tinha medo de morrer, a menina não contava nada. O pai também pedia que ela tratasse a mãe mal para que a dona de caso não fizesse perguntas”, disse a conselheira.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, ao ser preso, Gomes confessou o abuso, mas colocou a culpa na mulher. Segundo ele, a companheira dizia que, como os dois não mantinham relações sexuais, era para ele procurar a filha. A mulher negou a acusação e contou à polícia que sempre aconselhou a filha a não usar roupas curtas e parar de “agarração” com o pai.

Por ter passado o flagrante, o suspeito foi ouvido e liberado. A adolescente foi encaminhada a um hospital e ficou comprovado que realmente não houve penetração.

“A menor foi retirada do convívio familiar e está morando, temporariamente, com o avô materno. Também já solicitamos o apoio de um psicólogo para ela e a família”, completou a conselheira.

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