Vice só depois da convenção

Aécio Neves admite que aguarda definições de partidos da base do PT para definir nome da chapa

iG Minas Gerais |

Apoio. Aécio Neves e o ator Milton Gonçalves se encontraram no lançamento da chapa informal ‘Aezão’
Orlando Brito / PSDB
Apoio. Aécio Neves e o ator Milton Gonçalves se encontraram no lançamento da chapa informal ‘Aezão’

Brasília. Prevista inicialmente para ocorrer até o próximo dia 14, quando ocorre a convenção nacional do PSDB, a escolha do vice na chapa do pré-candidato do partido à Presidência, Aécio Neves, deve ser adiada. Em declaração ao jornal “O Estado de S. Paulo” nessa quinta, Aécio considerou que não há nenhuma obrigação legal de se chegar ao dia do encontro do partido com o nome do vice definido. “Acho que o momento é de aguardar algumas definições. A escolha deve ficar para depois da convenção”, afirmou.

De acordo com a Lei Eleitoral, as chapas tanto no âmbito nacional quanto no estadual devem ser oficializadas até o dia 30.

O possível adiamento na escolha do vice na chapa majoritária do PSDB se deve em razão de alguns partidos da base aliada estarem travando disputas internas e ainda não terem oficializado apoio à candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Entre os aliados de Dilma que estão nessa situação de racha está o PR. Apesar de o presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), apoiar a aliança nacional com o PT, uma parte da bancada da Câmara defende aliança com Aécio e uma minoria também sinaliza apoio à candidatura de Eduardo Campos (PSB). “O resultado da convenção do partido ainda está indefinido. Mas estamos conversando”, afirmou Nascimento.

A cúpula do PSDB também vem acompanhando de perto as movimentações do presidente do PSD, Gilberto Kassab, em constantes negociações com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tentará a reeleição. A possibilidade de o PSD migrar para uma chapa nacional do PSDB é considerada por parte dos tucanos como pouco provável, mas não impossível.

Rio de Janeiro. Em evento organizado pela ala do PMDB do Rio em apoio à sua pré-candidatura, Aécio não se comprometeu em apoiar a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). O peemedebista não foi citado em seu discurso.

O encontro foi considerado como lançamento da chapa informal “Aezão” – de apoio ao tucano e Pezão. Ela já conta até com banners e logomarca. Pelo menos 54 deputados federais e estaduais, 58 prefeitos e o senador Francisco Dornelles (PP), participam.

Aécio elogiou o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e prometeu replicar a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em todo o país.

Durante o discurso, Aécio pediu: “Me deem a vitória no Rio de Janeiro, que eu darei a vocês a Presidência da República com dignidade, com trabalho e com responsabilidade”, afirmou. É o mesmo discurso que fez ao visitar cidades no interior de São Paulo.

Ausências

Coincidência. No dia do evento que reuniu lideranças do PMDB e de outros partidos para declarar apoio a Aécio Neves, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ficou às moscas durante a tarde.

‘Será a disputa de dois caminhos’ Rio de Janeiro. O pré-candidato tucano à Presidência, Aécio Neves (PSDB-MG) disse nessa quinta que a eleição será a disputa entre “dois caminhos” distintos. A fala repete a estratégia de polarizar o embate com a presidente Dilma Rousseff, isolando Eduardo Campos (PSB), também postulante ao cargo. “Dois caminhos ficarão claros. Um é a consagração de tudo o que estamos assistindo: o aparelhamento da máquina pública. No outro, o aparelhamento será substituído pela meritrocacia, pela responsabilidade das ações do governo”, disse Aécio. Há cerca de um mês Campos iniciou estratégia para destacar diferenças entre ele e o tucano, a fim de tentar chegar no segundo turno da disputa.

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