Minas investirá em bioquerosene

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Gol usará bioquerosene em 200 voos durante a Copa do Mundo
Lincon Zarbietti / O Tempo
Gol usará bioquerosene em 200 voos durante a Copa do Mundo

Minas Gerais quer se tornar exportadora de bioquerosene de aviação. Por enquanto, o combustível ainda não é certificado no Brasil, além de ser três vezes mais caro do que o querosene fóssil – que já responde por 40% do custo do setor. Entretanto, a intenção do governo mineiro é investir em tecnologia para processar biomassa e transformar Confins em um aeroporto verde, com redução de emissão de poluentes.  

“Estamos negociando com um parceiro privado para construir uma refinaria na região do aeroporto, com capacidade para processar 20 mil litros por ano e um investimento de R$ 6 milhões. Podemos usar várias matérias-primas como cana, camelina e macaúba”, destaca o subsecretário de Assuntos Estratégicos, Luiz Antonio Athayde.

Ontem, no Dia do Meio Ambiente, o governo concedeu isenção de ICMS para um voo verde da Gol. A aeronave partiu de Confins para Brasília com 4% de bioquerosene, importado do Texas. “É um voo simbólico. O custo é muito maior. Será viável quando tivermos escala industrial ”, afirma o diretor técnico operacional da Gol, Pedro Scorza. 

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