“Nossa família queria prestar a última homenagem a ele”

Eliete Pereira irmã da vítima

iG Minas Gerais |

Eliete conta que família de operário está “sem rumo” com demora
Moisés Silva
Eliete conta que família de operário está “sem rumo” com demora

Por que vocês ainda não enterram o corpo dele?  

O acidente foi tão trágico que o meu irmão perdeu todas a digitais das mãos e só restaram quatro dentes. Estamos sem rumo. Não está sendo possível reconhecer o corpo dele e fazer a liberação no IML para poder enterrá-lo.

Onde o corpo dele está?

Nos dois primeiros dias, ele ficou no IML de Betim, mas no sábado (31), fomos informados de que não havia geladeiras disponíveis para mantê-lo. Funcionários do necrotério nos disseram que, por causa disso, ele seria enterrado como desconhecido, e, depois de reconhecido, caso quiséssemos, deveríamos desenterrá-lo e fazer um novo sepultamento. Como não concordamos, eles transferiram o corpo dele para o IML de Belo Horizonte.

A empresa tem dado assistência a vocês?

Não. No sábado (31) foi o único dia em que um homem, identificando-se como advogado da empresa, procurou a minha cunhada. No mais, tudo tem sido por nossa conta.

O que está sendo mais difícil para a família?

Primeiro, foi saber do acidente. Depois, que o meu irmão havia sido totalmente carbonizado. Agora, não poder sepultá-lo. Nossa família queria prestar a última homenagem a ele.

Quais serão os próximos passos?

Sinceramente, não sabemos. Somos uma família de baixa renda. Não temos condições de pagar a um advogado para nos ajudar. Mas queremos que seja feita justiça. O local do acidente ainda não foi interditado. O que eles estão esperando? Morrer mais gente?

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