Servidores da Saúde lutam por benefícios para a classe

Em busca de melhorias para a categoria, trabalhadores paralisam suas atividades por três dias e lutam por uma saúde de qualidade na cidade

iG Minas Gerais |

Passeata. 

Servidores da Saúde saem em passeata reivindicando melhorias para a categoria
sind saude contagem
Passeata. Servidores da Saúde saem em passeata reivindicando melhorias para a categoria

Na ultima terça-feira (3), servidores da Saúde de Contagem decidiram fazer uma paralisação por três dias.

Com isso, as unidades básicas de saúde e as farmácias ficaram fechadas. No entanto, as unidades de urgência e emergência continuam funcionando, mas com o efetivo de apenas 30% dos profissionais.

De acordo com a assessoria do Sindicato Únicos dos Trabalhadores da Saúde de Contagem (SindSaúde - Contagem), os servidores estão em campanha salarial há quase 50 dias e, como as negociações com a prefeitura não avançaram, então, eles decidiram pela paralisação.

Na ocasião, todos os profissionais que atendem em Contagem, sejam efetivos, contratados ou residentes foram convocados, pois a categoria acredita que a luta por uma saúde de qualidade no município é de todos.

Essa é a segunda paralisação da campanha deste ano. A primeira aconteceu no dia 27, com grande adesão da categoria.

Segundo o delegado Bruno Chamone, a prefeitura reconheceu que a Lei Complementar 162 de 27/12/2013 foi um desastre, comprometendo-se a rever o assunto e pagar os retroativos, após um estudo dos impactos da mudança.

A lei 162 instituiu a Gratificação Médica disponibilizada por Setor e Complexidade (GMSC) aos servidores médicos efetivos e contratados, pertencentes ao Sistema Municipal de Saúde, e acabou prejudicando tanto os profissionais do Hospital Municipal, que não estavam mais recebendo o plantão de meio de semana, como das UPAs, que foram surpreendidos com o corte de adicional de fim de semana.

Na reunião com os gestores também foi colocada a questão do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos médicos.

No último dia da paralisação dos servidores da saúde, os servidores farão uma vigília na sede da prefeitura às 14h, para aguardar a reunião com o órgão, marcada para as 15h. Até o fechamento desta edição a reunião estava em andamento.

Outras reivindicações

Além do reajuste do salário-base de todos os médicos do município e que o salário dos médicos do PSF se iguale aos salários dos médicos do programa “Mais Médicos”, que recebem hoje em torno de R$10 mil reais, por 32 horas semanais, além de um auxílio alimentação e moradia, os servidores reivindicam ainda jornada de 4 dias semanais no PSF, com liberação de um dia para que o médico possa realizar plantões onde lhe aprouver ou se dedicar a atividades educativas, benefício já concedido para os médicos do Mais Médicos e do Prova.

A categoria luta também pelo cumprimento da Lei Complementar 163, com nomeação dos coordenadores de clínica, diretores de UPAs e hospitais.

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