O chefe

iG Minas Gerais | Diego Costa |

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No dia 23 de novembro de 2012, o técnico Mano Menezes foi demitido. Ney Franco, o badalado Pep Guardiola e Tite foram apontados como sucessores do gaúcho na seleção brasileira. Mas a CBF resolveu recorrer a um velho conhecido, mais de uma década após a conquista do pentacampeonato. Foi a volta de Felipão.

Luiz Felipe Scolari, de 65 anos, nasceu em Passo Fundo-RS. Como zagueiro, o sucesso passou longe do que conquistaria fora das quatro linhas. Aposentou-se em 1981. No ano seguinte, virou treinador. Vieram os grandes trabalhos pelo Grêmio e Palmeiras. No fim da década de 1990, já era um dos grandes treinadores brasileiros.

A união de sucesso começou em 2001. Felipão deixou o Cruzeiro para assumir o time que, um ano depois, conquistaria o pentacampeonato mundial na Coreia e no Japão. O chefe da família Scolari se tornou um ídolo nacional.

Após deixar o comando do Brasil, ainda fez um ótimo trabalho na seleção Portuguesa, vice da Eurocopa de 2004 e quarto lugar na Copa da Alemanha, em 2006. Ainda passou, sem sucesso, pelo badalado Chelsea e o desconhecido Bunyodkor, do Uzbequistão.

Voltou ao Palmeiras, em 2010. Apesar de vencer a Copa do Brasil de 2012, ficou marcado pela péssima campanha do time paulista no Brasileirão. À beira do rebaixamento, ele foi convocado para assumir a seleção. Dúvidas surgiram quanto ao trabalho de Felipão.

Com a personalidade de sempre, ele deu a resposta dentro de campo. Conquistou a Copa das Confederações no ano passado e chega com moral para buscar o segundo título mundial dele, o sexto para o Brasil.

Bigode em alta nas telas Se você tem assistido à televisão regularmente ou viu alguns vídeos em canais da internet, com certeza deve ter se deparado com o técnico/ator Luiz Felipe Scolari em ação. Mas um Felipão diferente, sorridente, simpático. Uma figura bem distinta daquele efusivo homem à beira dos gramados, esbravejando com seus comandados. Isso ocorre porque o treinador do penta está com moral com os publicitários. Do atual elenco da seleção, Scolari só perde para a estrela da companhia, o atacante Neymar, em aparições em comerciais. Do dia 1º de janeiro até o dia 25 maio, foram 289 aparições de Felipão em propagandas de cinco empresas. Já o camisa 10 do Brasil teve seu rosto exibido 807 vezes. O levantamento foi feito pelo Controle da Concorrência, a pedido do Portal G1.

Lance inesquecível No caso do treinador, foi o encontro com a taça da Copa do Mundo, conquistada em 2002, no pentacampeonato brasileiro

Ponto forte Sabe extrair o máximo de cada jogador em campo, perfil motivador

Ponto fraco Às vezes, o perfil mais explosivo do treinador o deixa mais exaltado, o que pode desestabilizar o grupo

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