Polícia abre inquérito para apurar morte

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Tragédia. 
Com a forte explosão, operário morreu carbonizado
FOTO: NELSON BATISTA / O TEMPO
Tragédia. Com a forte explosão, operário morreu carbonizado

A Polícia Civil abriu inquérito na sexta-feira (30) para investigar a morte do operário Irismar Pereira dos Santos, vítima da explosão no aterro sanitário da Essencis.

O delegado Daniel Couto, responsável pelas investigações, disse que, se for confirmada negligência, imperícia ou imprudência por parte da empresa que administra o aterro, ele poderá indiciá-la por homicídio culposo – sem a intenção de matar. “Os laudos das perícias feitas no local e no Instituto Médico Legal (IML) devem ficar prontos nos próximos dias. A partir daí, vamos saber, oficialmente, o que causou a explosão. Somente depois que eu analisar os documentos, vou começar a chamar as pessoas envolvidas no caso”.

O delegado informou ainda que, na quarta-feira (4), ele se reuniu com um dos diretores da empresa, que forneceram cópias das licenças ambientais, do alvará de funcionamento e do contrato social da empresa. Couto, no entanto, ressaltou que não há previsão de quando o inquérito será concluído.

 

Respostas

Através de nota, a Essencis informou que, infelizmente, não cabe à empresa a liberação do corpo, o que é de responsabilidade dos técnicos do Instituto Médico Legal. “Compreendemos a tristeza e o luto, mas a empresa age conforme a lei lhe autoriza. A empresa contratante do funcionário falecido e a própria Essencis entraram em contato pessoal com a família, em sua residência, poucas horas após o evento. As investigações estão em andamento”, destacou.

Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que, devido ao estado em que o corpo foi encontrado, o IML deverá realizar exames mais complexos e específicos. “Foi colhido material para exame de DNA e, paralelamente, está sendo feito exame odontológico”, enfatizou.

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