Opositor tem liberdade condicional negada na Venezuela

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Opposition leader Leopoldo Lopez, dressed in white and holding up a flower stem, is taken into custody by Bolivarian National Guards, in Caracas, Venezuela, Tuesday, Feb 18, 2014. Lopez re-emerged from days of hiding to address an anti-government demonstration and then he turned himself in to authorities Tuesday. Speaking to some 5,000 supporters with a megaphone, Lopez said that he doesn't fear going to jail to defend his beliefs and constitutional right to peacefully protest against President Nicolas Maduro. (AP Photo/Alejandro Cegarra)
Associated Press
Opposition leader Leopoldo Lopez, dressed in white and holding up a flower stem, is taken into custody by Bolivarian National Guards, in Caracas, Venezuela, Tuesday, Feb 18, 2014. Lopez re-emerged from days of hiding to address an anti-government demonstration and then he turned himself in to authorities Tuesday. Speaking to some 5,000 supporters with a megaphone, Lopez said that he doesn't fear going to jail to defend his beliefs and constitutional right to peacefully protest against President Nicolas Maduro. (AP Photo/Alejandro Cegarra)

A justiça abriu o julgamento contra o líder opositor venezuelano Leopoldo López e lhe negou a liberdade condicional, informaram a Procuradoria-Geral e os defensores do político na madrugada desta quinta-feira (5).

Depois de uma longa audiência que se prolongou por mais de três dias, a juíza que é responsável pelo caso, Adriana López, determinou que o opositor será submetido a juízo privado de liberdade e ratificou as quatro acusações contra ele, entre as quais o de incitar a violência nos protestos de fevereiro, disse à Associated Press o advogado Bernardo Pulido, um dos três defensores do político.

O tribunal admitiu a acusação da Procuradoria contra López pelos delitos de incêndio, instigação pública, danos à propriedade pública e associação para delinquência. A juíza determinou ainda que o político deverá permanecer recluso em uma prisão militar de Ramo Verde, nas proximidades da capital, informou um comunicado do Ministério Público.

Se for declarado culpado pelas quatro acusações, o dirigente do partido da Vontade Popular poderá enfrentar uma condenação de 13 anos, 9 meses e uma semana de prisão, segundo estimativas da Procuradoria.

Dirigentes do partido Vontade Popular alertaram para o risco de manter o político oposicionista na prisão. "Com Leopoldo López estão abrindo o precedente para julgar qualquer um. É frente à isso que temos de avançar, não podemos ter medo", disse à imprensa o coordenador político adjunto do partido, que convocou um protesto no próximo domingo para protestar contra o líder opositor. 

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