Agronegócio aprovou juros do Plano Safra 2014/15, diz Geller

Segundo ministro, taxas variam de 3,5% a 6,5%, abaixo da Selic, e o setor “acolheu os índices muito bem”

iG Minas Gerais | Da redação |

Neri Geller, ministro da Agricultura, explicou ainda que dos R$ 136 bilhões para o Plano Safra 2013/2014, que termina dia 30 deste mês, foram tomados empréstimos no total de R$ 127 bilhões em dez meses
ebc/dIVULGAÇÃO
Neri Geller, ministro da Agricultura, explicou ainda que dos R$ 136 bilhões para o Plano Safra 2013/2014, que termina dia 30 deste mês, foram tomados empréstimos no total de R$ 127 bilhões em dez meses

O ministro da Agricultura, Neri Geller, afirmou em maio deste ano, dunate a divulgação do Plao Safra 2014/2015, que, embora tenha havido um aumento médio de um ponto porcentual nas taxas de juros para financiamento agrícola no plano, elas são baixas em relação à taxa Selic e agradaram ao agronegócio.

A defesa aconteceu após boatos de que a bancada ruralista no Congresso Nacional estaria disposta a reduzir as taxas fixadas no plano. "Algumas taxas, como a do Moderfrota, baixaram de 5,5% para 4,5%. No custeio aumentou um ponto, mas, se comparado com a Selic, que passou de 7% para 11%, foi muito menor", disse. "Por isso, a taxa de juros desse ano é muito melhor do que no ano passado. O setor acolheu isso muito bem. Se a demanda vir (dos ruralistas), obviamente vamos discutir, mas o setor não está reclamando".

O ministro, que participou de seminário com cooperativas de crédito que formam o Banco Sicoob, fez uma apresentação utilizando a estratégia da presidente Dilma Rousseff de comparar a gestão do PT com a do PSDB à frente da Presidência da República.

"O setor está com renda porque a taxa de juros está baixa. Nunca aconteceu isso. Há 12 anos, a taxa de juros era de 8,75% a 14%. Agora, estamos com taxas de 3,5% a 6,5%. É extraordinário do ponto de vista de quem precisa comprar equipamento ou financiar o custeio", disse.

Geller explicou ainda que dos R$ 136 bilhões para o Plano Safra 2013/2014, que termina dia 30 deste mês, foram tomados empréstimos no total de R$ 127 bilhões em dez meses. Ele projetou que o volume total de financiamento equalizado pelo Tesouro Nacional, que repassa os recursos para o Plano Safra, pode superar o valor previsto.

Para isso, ele usou o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) como exemplo, cuja meta para 2013/14 é de R$ 13,2 bilhões e pode fechar entre R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões. O ministro voltou a afirmar também que a expectativa dele é de que a safra de grãos deste ano supere a previsão de 192 milhões de toneladas, estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em função da melhora nas condições climáticas nas regiões Sul e Centro-Oeste. 

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