Mês de maio fecha o preço do café com perdas de 10%

Apesar da colheita evoluir, grande volume de novos grãos para a comercialização contribui para o aumento dos preços

iG Minas Gerais | Da redação |

O último mês de maio registrou perdas de 10% no preço do café
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O último mês de maio registrou perdas de 10% no preço do café
O último mês de maio foi bastante negativo no mercado internacional do café. Depois de movimentos altistas em meses recentes, em função das notícias de quebra na safra brasileira de 2014, duramente prejudicada pela falta de chuvas no começo do ano, houve fortes movimentos de correção para baixo nas cotações.   Fala-se no momento que o mercado pode ter superestimado as perdas na safra e que no final das contas a produção ficará, ao menos, um pouco acima do que foi previsto. Além disso, as cotações do café vão sendo pressionadas pela natural sazonalidade de colheita da safra. A colheita vai evoluindo e, não importando o tamanho da quebra na produção, é muito volume de grãos novos chegando para a comercialização, o que pesa na formação dos preços.       Portanto, além do mercado já ter assimilado o prejuízo produtivo, e precificado isso nas bolsas, as informações agora são mais “otimistas” quanto ao volume que será colhido. E é natural que isso pese sobre as cotações nas bolsas de futuros e sobre o mercado brasileiro, por consequência.       Assim, no balanço mensal, os preços do café arábica na Bolsa de Nova York caíram 11,6% no contrato julho até o último dia 29 de maio, quando o mercado fechou a 181,95 centavos de dólar por libra-peso. Abril havia fechado neste contrato a 205,85 cents. E isso que nesta quinta-feira os preços reagiram, subindo 3,3% para julho, o que faria as perdas serem maiores na contabilização mensal se fôssemos levar em conta as cotações até o dia 28 de maio. Em Londres, o robusta para julho acumulou queda no mês de 10,1%.       No mercado brasileiro, o balanço mensal mostra uma queda de 9,3% para o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais, que caiu de R$ 485 a saca ao final de abril para R$ 440 a saca registrados em 29 de maio. Já o conilon tipo 7 em Vitória/Espírito Santo acumulou desvalorização de 9,8%, recuando de R$ 255 para R$ 230 a saca no mesmo comparativo.       Estão entrando diariamente lotes preparados já da safra nova, embora a colheita ainda esteja em sua fase inicial e mais concentrada no conilon, com os arábicas mais verdes nas principais regiões produtoras. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o produtor está mais sensível às perdas lá fora, o que deixa o mercado mais ofertado que procurado. “Apesar disso, não existe afobação, apenas um maior interesse por parte do vendedor, em típico movimento de entrada de safra”, comenta.  

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